sábado, 7 de maio de 2011

(3°) Vídeo-aula 16 - Trajetórias escolares de deficientes e a EJA: a questão do fracasso escolar.


3º MÓDULO – Vídeo-aula 16: Trajetórias escolares de deficientes e a EJA: a questão do fracasso escolar.
A Prof°Lúcia Tinós apresentou duas pesquisas realizadas por ela sobre o assunto e depois de apresentar os dados fez os seguintes questionamentos e observações:
EJA: oportunidade ou armadilha ?
- a permanência é na média de 2 a 3 anos na mesma sala e alguns mais de 8 anos, não conseguindo avanços na sua escolarização.
-De 2004 a 2007 apenas 0,42% conseguiram certificação.
E considerou: “São jovens e adultos com sonhos e projetos e que apresentam histórias de exclusão.
As propostas referendadas pela legislação estão longe de serem efetivadas, pois não se sustentam em informações concretas da realidade de seu alunado (alunos invisíveis).
Temos de tornar visíveis pessoas que historicamente não enxergamos, não escutamos, não falamos, não acolhemos e não acreditamos. Elas são muito mais capazes do que nós achamos.”
                                      Márcia Maria dos Santos Solha
                                                   Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 15 - Como anda a educação especial no país?


3º MÓDULO – Vídeo-aula 15: Como anda a educação especial no país?
A Prof° Kátia Amorim traz os dados do MEC sobre a “Evolução da Política de Inclusão nas classes comuns do Ensino regular” e eles demonstram um aumento significativo no número de matrículas de 1998 a 2011: de 337.326 passou para 700.624.
Porém, considerando que 14,5% da população brasileira tenha deficiências, e 2% destes, são crianças e jovens, totalizando 2.850.604, portanto,  estamos muito aquém de atender as necessidades. E a Prof° indaga sobre as que estão fora do processo:
-para onde elas estão indo ?
-o que elas estão fazendo ?
-como estão participando desse meio social ?
E enfatiza que essas perguntas precisam ser respondidas.
Foi apresentado, também, os dados de uma pesquisa feita no interior Paulista.
Tanto os números encontrados nessa cidade como os dados nacionais (MEC) coincidiram nos pontos:
-Diagnóstico como uma questão central
-A maioria das crianças e jovens são meninos (questões de gêneros ?/duplas, múltiplas exclusões ?)
Um aspecto preocupante é a pouca permanência: nas Escolas Públicas de 1 a 4 anos (um grande contingente chega ficar 1 ano) e nas Escolas Especiais de 2 a 4 anos, até 10 anos.
A ascensão é descontínua, com interrupção intercalada entre as séries; a maioria evade, e poucos conseguem a certificação. Uma saída é a parceria entre escola especial e escola regular, porém isso ainda é muito baixa.
E finaliza com alguns questionamentos:
“Qual é a possibilidade que a Escola está dando a essas crianças e jovens de uma vivência de cidadania e dignidade ?
Como garantir a permanência na Escola e a certificação com qualidade na Educação desses alunos ?”
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 14 - Processos de aprendizagem e implicações para a prática docente


3º MÓDULO – Vídeo-aula 14: Processos de aprendizagem e implicações para a prática docente
A Prof°Sílvia Colello questiona três mitos sobre a aprendizagem:
-Aprendizagem é conseqüência do ensino
-Aprendizagem se faz em etapas que podem ser controladas
-Aprender é diferente de usar conhecimento
E busca responder a duas questões:
1-Como se dá a construção do conhecimento ?
2-Como o aluno aprende ?
Sobre a construção do conhecimento considera que é na relação com o outro é que vamos compreendendo o mundo. E que o sujeito , como aprendiz, um sujeito de aprendizagem apresenta as dimensões cognitiva (saber fazer); afetiva (querer fazer); funcional (poder fazer) e empreende ações fundamentais como : interação, mediação e linguagem. E para que a aprendizagem realmente aconteça tem que haver o equilíbrio entre essas dimensões.  E qual o papel do professor ? Como o professor vai fazer isso ?
Piaget descrevia a aprendizagem como construção pessoal a partir das experiências vividas sob a forma de um processo complexo e multifacetado.
A Prof° Sílvia Colello utiliza essa descrição e ressaltou que para Piaget toda aprendizagem tem uma dose de sofrimento, porque o sujeito é obrigado a abrir mão de suas concepções e hipóteses para considerar outros pontos de vista, pensando, repensando e aprendendo muitas coisas.
Para a segunda questão: como o aluno aprende ? comentou que ele, no seu desejo de se adaptar no mundo, dentro de uma postura ativa , espontaneamente busca conhecimento e busca aprendizagem. O ser humano é curioso por excelência e é preciso que nós resgatemos a curiosidade que é natural nele, em cada um de nós.
Concluiu dizendo que se o conhecimento é ativo e se dá pela problematização e pela desestabilização das hipóteses, o ensino deveria funcionar numa lógica de ação-reflexão. A aprendizagem é uma atividade espontânea e pode ser otimizada pela intervenção docente que cria condições para a experimentação e criação de hipóteses.
E que a verdadeira aprendizagem é uma engrenagem que contempla três aspectos e isto implica o desafio de ensinar:
-APRENDER
-TORNAR-SE USUÁRIO DO CONHECIMENTO NO CONTEXTO DE VIDA
-CONQUISTAR O STATUS DE CIDADÃO CRÍTICO E SOCIALMENTE PARTICIPANTE
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 13 - A construção do fracasso escolar: os mecanismos do não aprender e os desafios do professor.


3º MÓDULO – Vídeo-aula 13: A construção do fracasso escolar: os mecanismos do não aprender e os desafios do professor.
A Prof° Sílvia Colello nos indagou: Por que os alunos não aprendem ?
Para isso existem explicações reducionistas, culpabilizando um ou outro, tirando-nos assim a possibilidade de compreender o fato em sua complexidade.
E nos trouxe três dimensões do não aprender e os desafios do professor , considerando que há interfaces nesse processo: Aluno e Mundo ; Mundo e Escola ; Escola e Aluno.  E fez uma reflexão em cada uma dessa dimensões.
1° ponto: Aluno e Mundo (o aluno no mundo de hoje) - Qual razão para aprender ? E nos respondeu que é preciso resgatar o valor do conhecimento enquanto um bem necessário, prazeroso, que merece ser adquirido.
2° ponto: Mundo e Escola (a escola no mundo de hoje) – O que ensinamos ? E comentou que a Escola parou no tempo, que não dialoga com o mundo, com a linguagem, com a tecnologia. O mundo não valoriza a Escola e a Escola não fala a linguagem desse mundo. E ressaltou dois pontos de tensão: Escola X Vida ; Aprender X Usar o conhecimento.
3° ponto: Escola e Aluno – Como ensinamos ? Se o professor ensina, porque o aluno não aprende ? E apontou a falta de dialogia, exercícios mecânicos, práticas insípidas e práticas discriminatórias como agravantes desse processo. Como também o fato do aluno não ser considerado na sua pluralidade e já trazendo saberes.
Encerrou dizendo que o desafio é lutar por uma Escola como instituição de valor, reconhecida por toda a sociedade e valorizada por alunos e pela comunidade escolar.
E que mesmo o aluno que tem sucessos na Escola, não tem aí, também, uma dimensão de fracasso ? Pois há o risco de aprender mas...  Não Usar ; Não Gostar; Não Ser Crítico.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011
                          

(3°) Vídeo-aula 12 - Como vem sendo organizada a educação especial no país?


3º MÓDULO – Vídeo-aula 12: Como vem sendo organizada a educação especial no país?
A Prof° Claúdia Lodi fez um levantamento histórico dos modelos/propostas para o atendimento dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) por ordem cronológica:
1-Escolas Especiais
2-Classes Especiais (paralelamente a 1)
3-Instituições especializadas
4- Salas regulares de ensino (sendo que os alunos devem se esforçar para acompanhar as aulas)
5-Sec.XXI – Política Nacional de Educação na Perspectiva de Educação Inclusiva.
Essa Política Nacional, delineada a partir de vários documentos nacionais e internacionais, apresenta os princípios para a inclusão:
Educação - Direito de todos estarem juntos, sem discriminação
Todos devem estudar, preferencialmente, na rede regular de ensino.
Escolas devem se organizar para o atendimento, assegurando condições necessárias para uma Educação de qualidade para todos.

E encerra deixando algumas questões para reflexão:
1-Como a Educação regular e o atendimento educacional especializado tem se organizado na prática?
2-É possível pensar em Educação para Todos em igualdade de condições ?
3-O papel da Escola seria apenas buscar a socialização dos alunos com NEEs ?
4-E sua função educacional ?
5-Esta organização tem favorecido (ou não) a educação de crianças e jovens com NEEs?
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 11 - Legislações, declarações e diretrizes


3º MÓDULO – Vídeo-aula 11: Legislações, declarações e diretrizes
A  Prof° Lúcia Tinós iniciou com um questionamento: Necessidade de reafirmar e garantir o direito de Educação para Todos. Numa sociedade mais justa será que os direitos básicos, e Educação é um deles, não é uma premissa ?
Levantou alguns documentos internacionais e nacionais que são frutos de contextos históricos e que buscam uma sociedade mais justa, contra formas de discriminação.
E para finalizar, apresentou os seguintes questionamentos:
 Como garantir a efetivação da legislação ?
Como usar esta legislação a favor de nosso aluno ?
É fundamental o professor conhecer a legislação pois ressalta: “ nós só podemos buscar, se conhecermos os nossos direitos e nossos deveres. Com isso poderemos buscar tecnologias Assitivas e brigar pelos direitos como professores de alunos com necessidades educativas especiais.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio/2011

(3°) Vídeo-aula 10 - A relação entre professor e aluno

3º MÓDULO – Vídeo-aula 10: A relação entre professor e aluno
O Prof. Gabriel Perissé para falar de encontro utilizou conceitos como experiências reversíveis, bidirecionais e âmbito, realidade ambital,  da obra de Alfonso López Quintás - “Descobrir a grandeza da vida: introdução à pedagogia do encontro”.
E disse-nos que não há relação humana autêntica se não houver direção bidirecional e que o encontro ocorre quando dois âmbitos se entrelaçam. E que quanto mais eu transformo objetos que eu convivo em âmbitos e quanto mais âmbitos eu produzir em minha existência, mais criativo eu serei e mais harmonizado com a realidade.
E enfatizou que a sala de aula não é um lugar qualquer. Transformamos uma sala vazia numa sala de aula quando mediante o encontro, criamos um âmbito, um espaço em que as liberdades não entram em choque, mas se tornam ocasião para o diálogo e outras experiências criativas. E que ninguém sozinho faz um âmbito. Professores e alunos se transformam em seres ambitais conscientemente, porque querem estabelecer encontro através de uma experiência bidirecional entre si e também com outras realidades: livros, slides. E assim a sala de aula passa  a ser realmente um lugar de encontro com o conhecimento.
Estabelecer relação de encontro implica em respeito, cortesia, aceitação do outro, tolerância. Ao mesmo tempo o outro também exercita suas virtudes em busca de valores humanos.
E finalizou dizendo que quando essa relação ambital se estabelece na sala de aula, todos se sentem energizados, convidados a conhecer mais, a crescer mais.
                                       Márcia Maria dos Santos Solha
                                                  Maio 2011