sábado, 7 de maio de 2011

(3°) Vídeo-aula 7 - Crianças e jovens com necessidades especiais na escola - dialética da inclusão/exclusão



3º MÓDULO – Vídeo-aula 7: – Crianças e jovens com necessidades especiais na escola – dialética da inclusão/exclusão
A Prof° Kátia Amorim inicia falando que o processo de inclusão é controverso, tenso, com muitas contradições. E apresentou quatro perspectivas diferentes que nem sempre estão em sintonia entre si:
-O ponto de vista dos familiares
-O ponto de vista da coordenação/direção da Escola
-O ponto de vista do professor
-O ponto de vista do aluno com necessidades  especiais
E constata que a inserção dos alunos nas classes regulares, por si só não garantem, uma prática inclusiva de Ensino.Está incluída, mas de uma maneira excludente. Passa do visível ao invisível. Passa de fora da escola, de uma exclusão escolar, para dentro da escola, só que de uma maneira excludente.
E menciona: Situação triste , a criança entrou na Escola, faz parte do contexto escolar, no entanto está excluída dentro da Escola. E é o que temos visto de um modo geral nas falas e nas vivências de uma série de professores, familiares e crianças.
Essas crianças vão sendo desaparecidas no meio das outras, misturadas, homogeneizadas, perdendo suas especificidades, suas necessidades particulares, que teriam que estar sendo atendidas para elas terem uma permanência na Escola.
Estudos mostram que os professores têm dificuldades para lidar com a criança com necessidades educativas especiais. Por se dizer: não preparado; por ter preconceitos; por se dizer desamparado, desmotivado por não saber como fazer a criança avançar em termos da aprendizagem. Dessa forma acaba se dirigindo menos à elas ou  acaba vendo a deficiência ,que é uma parte da vida da criança, como o todo,  e essa criança passa a ser vista como inteiramente, integralmente  deficiente não sendo  lhe é dado, sequer, voz.
E acrescenta: “isso é uma situação de contraste e conflito:
Momento histórico da realidade brasileira x “Inclusão Perversa” ou “Dialética inclusão/exclusão”.
E finaliza indagando: “como é que esse processo está se dando ? É preciso pensar os vários elementos:
Professor - está sendo reflexo de quem ?
Escola - responde a que, para agir de maneira excludente em relação às crianças ?


Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 6 - O professor e a diversidade cultural na sala de aula


3º MÓDULO – Vídeo-aula 6: O professor e a diversidade cultural na sala de aula

A Prof° Rosa Iavelberg ressaltou que “ensinar sobre a diversidade cultural é respeitar o direito dos povos de manifestar, documentar e preservar sua cultura.
As culturas são diversas e estão em mudança permanente.
Refletem os diferentes contextos históricos e sociais.”
E cita F. Graeme Chalmers que reforça o que foi dito :
“Ênfase nas relações humanas como cooperação e respeito mútuo; nas relações indivíduo – grupo em diferentes culturas; na promoção do pluralismo e na diversidade cultural e na equidade social.”
Através das aulas é possibilitado ao aluno expressar a sua poética pessoal.
É também importante estudar o sistema simbólico do lugar, expresso nas lendas, mitos, festas, contos, música, arquitetura, costumes.
E comenta que “o estudo das culturas locais recuperam o gosto do aluno por frequentar a escola, porque dizem respeito direto à identidade dos estudantes, sua história, memória e universo de experiência.”
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 5 - O papel do professor na mediação cultural





3º MÓDULO – Vídeo-aula 5: O papel do professor na mediação cultural
A Prof° Rosa Iavelberg enfatizou que é importante aproximar os alunos dos agentes culturais (que trabalham com a cultura) e também dos artistas que produzem arte.
“A  arte promove a auto estima do aprendiz porque possibilita a expressão de cada um, construída com base em saber fazer, saber interpretar e valorizar arte de modo autoral em um contexto de aprendizagem compartilhada”.
E ainda nos disse que a formação cultural mediada pelo professor promove  a integração social, fala de perto ao estudante, anima-o a frequentar a escola porque pode manifestar-se e compartilhar suas experiências com os pares e apresenta-las à comunidade escolar ou compartilhá-las em redes sociais.
A arte inclui a pessoa do aprendiz, suas características culturais e promove um poder de transformação da própria condição e do lugar que habita (local de origem / planeta).
É transformador e construtor da identidade do estudante.
Para tanto, o professor tem que investir na sua formação, ser freqüentador do mundo da arte e ser alguém que se expressa através de práticas artísticas.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011


(3°) Vídeo-aula 4 - Ética e Saúde na Escola


3º MÓDULO – Vídeo-aula 4: Ética e Saúde na Escola
“Mais do que ensinar a ler, escrever, explicar matemática e outras matérias é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando. Do mesmo jeito, mais que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor, mostrando que sempre é possível fazer a diferença”   Gandhi
A Prof° Lúcia Tinós nos perguntou:
O que significa para você receber a notícia de que irá trabalhar com um aluno com necessidades especiais ?
Qual é o seu “olhar” para esse termo e aluno ?
Quais seriam as necessidades dele e o que você precisa ter para trabalhar com ele ?
E definiu a terminologia Necessidades Educativas Especiais (NEE):
“Um aluno tem necessidades educativas especiais quando, comparativamente com os alunos da sua idade, apresenta dificuldades significativamente maiores para aprender ou tem algum problema de ordem física, sensorial, intelectual, emocional ou social, ou uma combinação destas problemáticas”. (Relatório WarnocK, 1978)
A partir da Conferência Mundial de Educação Especial em Salamanca (1994), o Brasil começou a assumir e adotar essa terminologia, inclusive na sua legislação.
E disse: “faremos um recorte , afunilando em determinados grupos:  Portanto quando mencionamos a terminologia estaremos falando de crianças e jovens com deficiência, transtorno e alguns quadros que demandam necessidades educacionais especiais”
E finalizou dizendo que é importante conhecer a terminologia para se instrumentalizar e atuar pedagogicamente. O risco é que isso pode ser estigmatizante reduzindo uma pessoa com deficiência, e também com múltiplas competências, a uma pessoa deficiente. E que é preciso olhar para o que ela é capaz .
E nos alertou: “O aluno não é só seu, mas da Escola, daí é fundamental trabalhar coletivamente”.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio/2011

(3°) Vídeo-aula 3 - Ética e Valores na ação educativa


3º MÓDULO – Vídeo-aula 3: Ética e Valores na ação educativa

“Na verdade, meus amigos, não é o discurso que diz que a prática é válida; mas é a prática que diz se o discurso é válido ou não é.”    Paulo Freire

A Prof° Kátia Amorim abordou a história da Escola passando pela três revoluções educacionais, já  apresentadas e registradas nesse blog no 1°módulo, vídeo-aula 1.
E por essa história fica patente a mudança que estamos vivendo:
ANTES                                         X                                 ATUAL
Camada social restrita  X  Diversas camadas sociais
Homogeneização  X  Diversidade
Legitimação da exclusão  X  Legitimação do direito
Naturalização cultural: quem cabe ir à escola e como ensinar  X Como desnaturalizar ?
E nos colocou uma questão:
Como fazer quando a Educação implica em novas e não conhecidas bases, em desconhecidos recursos e tecnologias ? Como é ser professor nessas condições ?
E falou que estamos diante de um novo paradigma e que a bagagem do professor pode estar em sintonia ou se contrapor às perspectivas da Educação. Portanto, como atuar se carregamos concepções sociais que implicam na dificuldade de conviver com o diferente ? O conflito é inerente, como lidar com ele ?
E nos trouxe  uma frase de José Sérgio Carvalho: “Ensinamos mais pelas nossas ações e exemplos. As ações são as que dão o ser ao pregador”.
Como lidar, conviver e ensinar aqueles que  a sociedade tradicionalmente considerou como devendo ser excluídos da escola ? Integrar pessoas que se sentem alijadas ?
E disse que a proposta desse curso, e que é um desafio para os professores, é desenvolver um trabalho intencional com valores junto aos alunos de classe regular e junto aos alunos com necessidades educativas especiais : ética, cidadania, respeito, respeito à diversidade e à diferença. Percebendo a Educação como instância para se evitar práticas intolerantes e aumentar o respeito e a solidariedade.
E mencionou o risco da inclusão perversa ou dialética da inclusão/exclusão
E encerrou trazendo a reflexão:
O que pode ser feito ?
-Colocar-se no lugar do outro.
-Assumir os limites do próprio fazer.
-Conhecer a si mesmo e o processo da criança e sua história.
-Fazer parcerias para discutir e fazer.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio/2011
                            

(3°) Vídeo-aula 2 - A ação educativa ao longo da trajetória escolar






3º MÓDULO – Vídeo-aula 2: A ação educativa ao longo da trajetória escolar

     “O real na está nem na saída nem na chegada, ele se dispõe para a gente
      é no meio da travessia”                      Guimarães Rosa

A Prof° Sílvia Colello nos trouxe, de início, duas indagações:
1-Ao longo da trajetória de vida, o que a escola representa para o aluno ? Como ele a percebe, qual o seu significado ?
2-Qual o papel do professor nas sucessivas etapas da escolaridade ?
E respondeu essas questões para cada etapa do ciclo escolar, fazendo algumas subdivisões pela mudança do significado da escola, do papel do professor e  o que está em jogo naquela fase da vida do aluno:
Educação Infantil; Ensino Fundamental (1° e 2°ano); Ensino Fundamental (3° e 4°ano); Ensino Fundamental (5° a 9°ano) e Ensino Médio.
E concluiu que a ação educativa vai assumindo diferentes ênfases ao longo da trajetória escolar. E resumiu em três etapas:
No início ocorre a Institucionalização, onde a criança é trazida para dentro da escola, acolhida, e  o esforço é na sua adaptação.
Passando depois por uma fase mais voltada à Escolarização a partir do 5° e 6°anos onde ocorre a formação do aluno, do estudante, no que tange a organização de estudos, em ler e extrair conhecimento.
Depois a última etapa é a Preparação para a Vida Social que se dá no final do Ensino Fundamental e o Ensino Médio, onde acontecem tantos apelos.
E ela enfatizou que essas etapas não são estanques, pois pode acontecer de termos um aluno, de uma certa faixa etária, que já faria parte de uma determinada etapa, estar precisando de algo da anterior ou posterior. Para isso é fundamental o professor ter a sensibilidade para perceber qual o momento do aluno.
Com certeza essas informações instrumentalizam o professor a compreender melhor o seu aluno, suas características e necessidades, que resultará numa ação educativa mais proveitosa e eficaz.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio/2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

(3°) Vídeo-aula 1 - Papel do Professor : instruir ou educar ?



3°Módulo – Vídeo-aula 1: Papel do Professor – instruir ou educar ?
Inicio com um trecho do livro “O Profeta” de Kalil Gibran :
“Então um professor disse: “Fala-nos do Ensino”. E ele disse: Nenhum homem poderá revelar-vos nada senão o que já está meio adormecido na aurora do vosso entendimento.
O mestre que caminha à sombra do templo, rodeado de discípulos, não dá de sua sabedoria, mas sim de sua fé e de sua ternura.
Se ele for verdadeiramente sábio, não vos convidará a entrar na mansão de seu saber, mas antes vos conduzirá ao limiar de vossa própria mente.
O astrônomo poderá falar-vos de sua compreensão do espaço, mas não vos poderá dar sua compreensão.
O  músico poderá cantar para vós o ritmo que existe em todo o universo, mas não vos poderá dar o ouvido que capta a melodia, nem a voz que a repete.
E o versado na ciência dos números poderá falar-vos do mundo dos pesos e das medidas, mas não vos poderá levar até lá.
Porque a visão de um homem não empresta suas asas a outro homem.”
A Prof°Sílvia Colello começou essa vídeo-aula nos indagando:
“Considerando o perfil dos nossos alunos; a cobrança dos pais dos alunos; a realidade da escola; os problemas da nossa sociedade e os apelos do nosso  mundo.
Qual é verdadeiramente a função docente ? / o papel do professor ?”
E comentou que sobre os alunos pairam cobranças além da aprendizagem: profissionalização; criatividade; criticidade; inserção social; ética; responsabilidade; competência; autonomia; consciência. Assim como pairam sobre suas cabeças uma série de perigos / ameaças: DST; intolerância; corrupção; violência; drogas; gravidez precoce; marginalidade; alcoolismo.
Portanto concluiu que considerando os apelos e os perigos do nosso mundo o papel do professor é mais complicado do que passar conhecimentos.
E que é preciso conciliar os dois lados, duas facetas/dimensões da função docente:
-INSTRUIR: ensinar e aprender
-EDUCAR: processo de Formação Humana
E nos colocou a citação de Georges Gusdorf:
“Será que a educação deve se submeter ao ensino, ou será que o ensino deve se submeter à educação ?”
Quando ocorre o primeiro caso, isto é, a educação se submete ao ensino,   considera-se que com a somatória das disciplinas, saberes, teremos supostamente o homem educado. É um ensino mais conteudista, que deixa um pouco de lado a formação humana.
Já quando o ensino se submete à educação o que se tem em primeiro plano é o projeto educativo. As disciplinas são importantes em nome de um projeto educativo.
E nos trouxe uma frase de George Gusdorf que reforça o projeto educativo:
“A pedagogia real situa-se para além dos limites e das intenções de qualquer disciplina”
E a ênfase nos anos 60, no submeter o ensino à educação era mais individualizante, com o objetivo de desenvolver o potencial de cada um. De la´para cá a perspectiva tornou-se mais socializante valorizando o processo educativo voltado ao compromisso social, responsabilidade com a natureza e respeito à diversidade.
E essa proposta está presente nos mais diversos documentos como os Parâmetros curriculares nacionais (PCN).
Portanto o papel do professor, hoje, é integrar dois pólos completamente relacionados:
-PEDAGÓGICO: instruir, ensinar
-EDUCACIONAL: que é ter um projeto de formação humana
A serviço de, isto é, buscando atingir: Desenvolvimento; Aprendizagem; Personalização; Socialização; Humanização (se perceber como herdeiro de toda construção cultural da humanidade); Libertação (no sentido de Paulo Freire).
E mais uma vez ela nos indaga:
“Como garantir o equilíbrio entre as dimensões pedagógicas e educacionais ?”
E nos coloca que a escola tem que estar em sintonia com a sociedade e enfrentar os desafios educacionais dessa sociedade, desse meio cultural. E para isso em primeiro lugar é preciso lidar com a macro esfera : Projeto Político Pedagógico (PPP) que deve abranger metas, objetivos, prioridades estabelecidas por todos os envolvidos no processo e deve ser cumprido. E essa dimensão maior deve nortear os trabalhos no dia a dia (micro esfera).
E disse:
“Quando temos um Projeto Pedagógico temos que abraça-lo no dia a dia, no cotidiano da escola: Se eu quero autonomia eu tenho que propor isso todos os dias.
E finalizou comentando que pode parecer difícil, porém temos que ter claro a importância de desenvolver um projeto pedagógico e uma ação educativa comprometida com o   alunos e comprometida com os apelos do mundo”.

                                    Márcia Maria dos Santos Solha  
                                                 Maio/2011