sábado, 7 de maio de 2011

(3°) Vídeo-aula 13 - A construção do fracasso escolar: os mecanismos do não aprender e os desafios do professor.


3º MÓDULO – Vídeo-aula 13: A construção do fracasso escolar: os mecanismos do não aprender e os desafios do professor.
A Prof° Sílvia Colello nos indagou: Por que os alunos não aprendem ?
Para isso existem explicações reducionistas, culpabilizando um ou outro, tirando-nos assim a possibilidade de compreender o fato em sua complexidade.
E nos trouxe três dimensões do não aprender e os desafios do professor , considerando que há interfaces nesse processo: Aluno e Mundo ; Mundo e Escola ; Escola e Aluno.  E fez uma reflexão em cada uma dessa dimensões.
1° ponto: Aluno e Mundo (o aluno no mundo de hoje) - Qual razão para aprender ? E nos respondeu que é preciso resgatar o valor do conhecimento enquanto um bem necessário, prazeroso, que merece ser adquirido.
2° ponto: Mundo e Escola (a escola no mundo de hoje) – O que ensinamos ? E comentou que a Escola parou no tempo, que não dialoga com o mundo, com a linguagem, com a tecnologia. O mundo não valoriza a Escola e a Escola não fala a linguagem desse mundo. E ressaltou dois pontos de tensão: Escola X Vida ; Aprender X Usar o conhecimento.
3° ponto: Escola e Aluno – Como ensinamos ? Se o professor ensina, porque o aluno não aprende ? E apontou a falta de dialogia, exercícios mecânicos, práticas insípidas e práticas discriminatórias como agravantes desse processo. Como também o fato do aluno não ser considerado na sua pluralidade e já trazendo saberes.
Encerrou dizendo que o desafio é lutar por uma Escola como instituição de valor, reconhecida por toda a sociedade e valorizada por alunos e pela comunidade escolar.
E que mesmo o aluno que tem sucessos na Escola, não tem aí, também, uma dimensão de fracasso ? Pois há o risco de aprender mas...  Não Usar ; Não Gostar; Não Ser Crítico.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011
                          

(3°) Vídeo-aula 12 - Como vem sendo organizada a educação especial no país?


3º MÓDULO – Vídeo-aula 12: Como vem sendo organizada a educação especial no país?
A Prof° Claúdia Lodi fez um levantamento histórico dos modelos/propostas para o atendimento dos alunos com necessidades educativas especiais (NEE) por ordem cronológica:
1-Escolas Especiais
2-Classes Especiais (paralelamente a 1)
3-Instituições especializadas
4- Salas regulares de ensino (sendo que os alunos devem se esforçar para acompanhar as aulas)
5-Sec.XXI – Política Nacional de Educação na Perspectiva de Educação Inclusiva.
Essa Política Nacional, delineada a partir de vários documentos nacionais e internacionais, apresenta os princípios para a inclusão:
Educação - Direito de todos estarem juntos, sem discriminação
Todos devem estudar, preferencialmente, na rede regular de ensino.
Escolas devem se organizar para o atendimento, assegurando condições necessárias para uma Educação de qualidade para todos.

E encerra deixando algumas questões para reflexão:
1-Como a Educação regular e o atendimento educacional especializado tem se organizado na prática?
2-É possível pensar em Educação para Todos em igualdade de condições ?
3-O papel da Escola seria apenas buscar a socialização dos alunos com NEEs ?
4-E sua função educacional ?
5-Esta organização tem favorecido (ou não) a educação de crianças e jovens com NEEs?
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 11 - Legislações, declarações e diretrizes


3º MÓDULO – Vídeo-aula 11: Legislações, declarações e diretrizes
A  Prof° Lúcia Tinós iniciou com um questionamento: Necessidade de reafirmar e garantir o direito de Educação para Todos. Numa sociedade mais justa será que os direitos básicos, e Educação é um deles, não é uma premissa ?
Levantou alguns documentos internacionais e nacionais que são frutos de contextos históricos e que buscam uma sociedade mais justa, contra formas de discriminação.
E para finalizar, apresentou os seguintes questionamentos:
 Como garantir a efetivação da legislação ?
Como usar esta legislação a favor de nosso aluno ?
É fundamental o professor conhecer a legislação pois ressalta: “ nós só podemos buscar, se conhecermos os nossos direitos e nossos deveres. Com isso poderemos buscar tecnologias Assitivas e brigar pelos direitos como professores de alunos com necessidades educativas especiais.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio/2011

(3°) Vídeo-aula 10 - A relação entre professor e aluno

3º MÓDULO – Vídeo-aula 10: A relação entre professor e aluno
O Prof. Gabriel Perissé para falar de encontro utilizou conceitos como experiências reversíveis, bidirecionais e âmbito, realidade ambital,  da obra de Alfonso López Quintás - “Descobrir a grandeza da vida: introdução à pedagogia do encontro”.
E disse-nos que não há relação humana autêntica se não houver direção bidirecional e que o encontro ocorre quando dois âmbitos se entrelaçam. E que quanto mais eu transformo objetos que eu convivo em âmbitos e quanto mais âmbitos eu produzir em minha existência, mais criativo eu serei e mais harmonizado com a realidade.
E enfatizou que a sala de aula não é um lugar qualquer. Transformamos uma sala vazia numa sala de aula quando mediante o encontro, criamos um âmbito, um espaço em que as liberdades não entram em choque, mas se tornam ocasião para o diálogo e outras experiências criativas. E que ninguém sozinho faz um âmbito. Professores e alunos se transformam em seres ambitais conscientemente, porque querem estabelecer encontro através de uma experiência bidirecional entre si e também com outras realidades: livros, slides. E assim a sala de aula passa  a ser realmente um lugar de encontro com o conhecimento.
Estabelecer relação de encontro implica em respeito, cortesia, aceitação do outro, tolerância. Ao mesmo tempo o outro também exercita suas virtudes em busca de valores humanos.
E finalizou dizendo que quando essa relação ambital se estabelece na sala de aula, todos se sentem energizados, convidados a conhecer mais, a crescer mais.
                                       Márcia Maria dos Santos Solha
                                                  Maio 2011


(3°) Vídeo-aula 9 - Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas





3º MÓDULO – Vídeo-aula 9: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas
“A Educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática”                                                  Paulo Freire
A Prof°Sílvia Colello  utilizou essa frase de Paulo Freire e ressaltou  que  a prática pedagógica é apenas o cume do iceberg, e que por baixo, necessariamente temos algo maior, que são os fundamentos do projeto educativo, que pode ser mais consistente, mais seguro, ou mais dúbio, mais precário.
E nos alertou do risco da prática que se esgota em si mesmo.
E disse que há duas formas de compreender o mundo (visão de mundo) que implica numa visão de homem e numa determinada prática pedagógica. Assim respectivamente:
O fixismo / O essencialismo que dá origem às teorias da Educação: Inatismo e Empirismo.
O transformismo  /  O relacionismo que dá origem ao Construtivismo ou Socioconstrutivismo.
No construtivismo  o homem é visto como um ser inteligente, ativo no processo de aprendizagem.  O conhecimento é uma construção progressiva processada pela elaboração mental a partir de experiências sociais com o objeto do conhecimento mediadas pela interação entre as pessoas. O professor organiza o ensino em função do sujeito aprendiz e atua como problematizador e desestabilizador, valendo-se dos erros como oportunidades pedagógicas. E as práticas pedagógicas são voltadas para a ampliação das possibilidades de mediação e de conhecimento respeitando o tempo de aprendizagem, aproximando a escola e a vida por meio de projetos, resolução de problemas e práticas de pesquisa.
E terminou dizendo que mais do que apresentar os modelos, é importante mostrar a convicção política/pedagógica de quem se pauta numa forma de compreender o mundo, o homem e o papel do educador. Isso deve nos fazer repensar as nossas práticas de ensino e a nossa relação professor-aluno.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 8 - Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial


3º MÓDULO – Vídeo-aula 8: Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial
A Prof° Kátia Amorim comenta que o processo de inclusão não é recente , não é uma imposição, mas sim uma reivindicação de uma população imensa que, há anos , há décadas, há séculos, vem reivindicando uma posição, um direito à educação.
Fez uma retrospectiva histórica  no Brasil e no mundo apresentando os avanços que se foram ocorrendo na Educação e na Educação Especial, culminando com a Declaração de Salamanca (ONU/UNESCO – Espanha 1994) que coloca a equalização de oportunidades para pessoas com deficiência.
Essa Declaração determina que a Escola seja para todos (crianças, jovens, adultos, incluindo pessoas com necessidades especiais), independente de suas diferenças ou dificuldades individuais.
E fala do que muda com a Declaração de Salamanca: “a Declaração não propõe um reforma técnica, mas uma busca de compromisso e disposição pela mudança de paradigma na educação, no exercício dos Direitos Humanos. E isso leva o Brasil a uma série de resoluções, diretrizes, construção de políticas para pessoas com necessidades especiais.”
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 7 - Crianças e jovens com necessidades especiais na escola - dialética da inclusão/exclusão



3º MÓDULO – Vídeo-aula 7: – Crianças e jovens com necessidades especiais na escola – dialética da inclusão/exclusão
A Prof° Kátia Amorim inicia falando que o processo de inclusão é controverso, tenso, com muitas contradições. E apresentou quatro perspectivas diferentes que nem sempre estão em sintonia entre si:
-O ponto de vista dos familiares
-O ponto de vista da coordenação/direção da Escola
-O ponto de vista do professor
-O ponto de vista do aluno com necessidades  especiais
E constata que a inserção dos alunos nas classes regulares, por si só não garantem, uma prática inclusiva de Ensino.Está incluída, mas de uma maneira excludente. Passa do visível ao invisível. Passa de fora da escola, de uma exclusão escolar, para dentro da escola, só que de uma maneira excludente.
E menciona: Situação triste , a criança entrou na Escola, faz parte do contexto escolar, no entanto está excluída dentro da Escola. E é o que temos visto de um modo geral nas falas e nas vivências de uma série de professores, familiares e crianças.
Essas crianças vão sendo desaparecidas no meio das outras, misturadas, homogeneizadas, perdendo suas especificidades, suas necessidades particulares, que teriam que estar sendo atendidas para elas terem uma permanência na Escola.
Estudos mostram que os professores têm dificuldades para lidar com a criança com necessidades educativas especiais. Por se dizer: não preparado; por ter preconceitos; por se dizer desamparado, desmotivado por não saber como fazer a criança avançar em termos da aprendizagem. Dessa forma acaba se dirigindo menos à elas ou  acaba vendo a deficiência ,que é uma parte da vida da criança, como o todo,  e essa criança passa a ser vista como inteiramente, integralmente  deficiente não sendo  lhe é dado, sequer, voz.
E acrescenta: “isso é uma situação de contraste e conflito:
Momento histórico da realidade brasileira x “Inclusão Perversa” ou “Dialética inclusão/exclusão”.
E finaliza indagando: “como é que esse processo está se dando ? É preciso pensar os vários elementos:
Professor - está sendo reflexo de quem ?
Escola - responde a que, para agir de maneira excludente em relação às crianças ?


Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011