terça-feira, 30 de novembro de 2010

(2°) Vídeo-aula 10 - Perspectivas atuais da Educação em Valores

                       
2°Módulo – Vídeo-aula 10- Perspectivas atuais da Educação em Valores
Essa vídeo-aula fala de como o processo de educação em valores pode se dar no dia a dia da sala de aula, no cotidiano da.escola.
E diferentemente do que já nos foi apresentado sobre o assunto baseado no juízo moral, a proposta agora é falar dessa construção pautada na ação das pessoas, pois segundo o Prof°Ulisses “toda a comunidade escolar (professores, alunos, familiares, funcionários ) pode e deve se envolver no processo de construção de valores, processo que impregna a vida das pessoas”.
E a sugestão que ele nos dá é fazer, em primeiro lugar, uma articulação entre Escola e Comunidade e isso pode ocorrer  por meio de quatro movimentos:
1°-Gestão por meio de um Fórum
2°-Para “fora” da escola
3°-Para “dentro” da escola
4°-O protagonismo dos estudantes 
Em relação ao 1°movimento – Fórum, é possível envolver ONGs, Polícia Militar, moradores, professores, alunos e familiares. Pode-se promover palestras, debates com convidados e isso possibilitar que se escolha temas de projetos para se desenvolver durante o semestre. Isso possibilita a participação da família nas políticas da escola.
O 2°movimento: Educação Comunitária propõe levar a escola para fora de seus muros (daí o para ”fora”). Implica em pensar no entorno da escola, registrar os problemas da comunidade para, daí, poder desenvolver projetos que tenham a ver com a realidade cotidiana dos alunos.
Já o 3°movimento: Currículo e Cidadania, requer que tragamos os problemas que foram identificados “lá fora”, isto é, trazer a realidade cotidiana para dentro do currículo da escola.
E o Prof°Ulisses comenta: “os alunos fazem perguntas sobre o que viram e os professores vão trabalhar os conceitos, sendo que os conteúdos que estamos trazendo é sob uma dimensão de Ética, Cidadania, Valores.”
É fundamental que essa escola tenha significado para aquelas pessoas.

E a chave para tudo isso é o protagonismo juvenil, o 4°movimento. E relata:
“A escola precisa considerar a realização de projetos e ações que, ao mesmo tempo, promovam o acesso aos bens culturais exigidos pela sociedade contemporânea e garantam uma formação política aos jovens de modo a lhes permitir participar da vida social de forma mais crítica, dinâmica e autônoma.
Isso exige uma mudança tanto do papel do professor, que deixa de ser o detentor do conhecimento, aquele que ensina tudo para os outros;  quanto do aluno, que passa a ter um  papel mais ativo, ocupando o centro do processo educativo.
E isso se dá através de projetos (rádio; teatro; jornal mural; gincana; etc...), que envolvam temas de ética, cidadania, valores,  sendo que, com a incorporação desses valores, aumenta-se a probabilidade desses valores se tornarem centrais na identidade desse aluno.”


                                   Márcia Maria dos Santos Solha
                                               novembro/2010
                                             

(2°) Vídeo-aula 9 - Perspectivas atuais das pesquisas em psicologia moral


2°Módulo – Vídeo-aula 9: Perspectivas atuais das pesquisas em psicologia moral
“O pai, a mãe e o professor são os principais responsáveis pela formação do futuro de um país”.
“A educação deve demonstrar e prover o estudante não apenas de um meio de subsistência, mas de uma vida que valha a pena ser vivida”.
                                                                                                       Sathya Sai Baba
Nesta vídeo-aula a Prof°Viviane Pinheiro:
1-Nos apresenta pesquisas sobre a moralidade humana e comenta sobre as implicações delas para o campo da moralidade humana.
2-Nos mostra como as pesquisas atuais em psicologia moral contribuíram para uma melhor compreensão sobre os valores.
3- E nos indica o que poderia ser feito na escola a partir dessa descobertas.
Inicia enfatizando que a moralidade faz parte da nossa identidade, de quem nós somos.
E para começar sua explicação, se utiliza de um esquema elaborado pelo Prof° Ulisses Araújo sobre o sujeito psicológico, nos mostrando como ele é composto e a dinâmica existente:
-Há dois planos: o da consciência e o da não consciência.
-Quatro dimensões: biológica, afetiva, cognitiva e sócio-cultural que interagem continuamente e se constituem na interação com o meio.
-E interagem com o meio: coisas/físicas; pessoas/interpessoais;cultura/sócio-culturais
E faz um recorte, destacando a dimensão afetiva, desse sujeito psicológico, onde os valores se situam.
E para definir o que são valores, se utiliza de uma conceituação do Prof°Ulisses Araújo:
“Referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior. Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmos.”
Enfim, é tudo o que a gente gosta.
Já os contra valores surgem da projeção negativa sobre objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmos.
 E relata as implicações dessas descobertas da Psicologia Moral para a Educação em Valores:
1°Aspecto: Papel ativo do sujeito na construção de valores - o sujeito constrói os seus valores, então não podemos ter na escola uma educação moral transmissível, onde o aluno tem um papel passivo e recebe as informações. É necessário reflexão e metodologias ativas de aprendizagem, para que o aluno se coloque como construtor de seus próprios conhecimentos.
2°Aspecto: Os valores podem ou não serem morais e não se guiam pelo princípio da justiça – é preciso trabalhar com diversos valores, não apenas com regras e deveres que devem ser cumpridos pelos alunos e alunas.
A moral está integrada à sua identidade: construção da sua moralidade e da sua construção identitária.
3°Aspecto: Posicionamento dos valores como centrais e periféricos e a importância das situações (conteúdos do meio) – os valores vão se constituindo como centrais (mais fortes, mais importantes) e/ou periféricos no sistema moral do sujeito,e a importância das situações (contexto) que são vivenciadas por ele para essa construção.
A contribuição das pesquisas nos mostra que o valor central e periférico varia de pessoa para pessoa e também depende da situação. O sentimento regula um valor.
A sugestão é elaborar sequências didáticas e projetos voltados para a construção de valores pelos alunos em diversas situações.
4°Aspecto: Os valores são regulados pelos sentimentos e se integram e fazem regulação no sistema moral , isto é, vão se organizando no sistema moral dos sujeitos de uma forma hierárquica – vale incluir a explicitação dos sentimentos e valores para a compreensão da regulação exercida por eles, isto é, perceber quais são os seus valores e de que forma os sentimentos atuam.
E conclui dizendo : “Se a gente quer ter uma educação moral efetiva na escola precisamos trabalhar com a compreensão de valores diferentes, sentimentos diferentes, sem dizer: isto é certo, isto é errado, mas discutir aqueles valores que tornam a nossa vida mais agradável, a sociedade mais justa e solidária.”
                              
                                      Márcia Maria dos Santos Solha
                                                 Novembro/2010

(2°) Vídeo-aula 8 - Distúrbios alimentares (anorexia, bulimia e obesidade)

2°Módulo – Vídeo-aula 8: Distúrbios alimentares (Anorexia, bulimia e obesidade)







A Prof° Paula Fernandes fez apenas uma introdução ao tema nos dizendo que os distúrbios alimentares acontecem por interação de fatores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais. E que a influência do culto ao corpo, à magreza, à beleza, traz alterações significativas do comportamento alimentar.

A Prof°Lilia de Souza Li  começou a aula nos falando que a dieta é fundamental pelo crescimento e pela atividade dos adolescentes.
Nos mostrou a pirâmide alimentar:
-Na sua base tem as necessidades hídricas (8 copos / 2 litros de água)
-Depois, em seguida, em ordem decrescente, vem:
-Carboidratos
-Vegetais e frutas
-Carnes, peixes, derivados láteos
-Gordura, açúcar e sal

E nos apresentou os Transtornos Alimentares (TA), que são doenças multifatoriais:
-Anorexia Nervosa (AN)
-Bulimia Nervosa (BN)
-TA Não Especificados (TANE)
-AN atípica
-BN atípica
-Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP)
-Outros

A psicopatologia central da Anorexia (AN) e da Bulimia (BN) é a preocupação excessiva com o peso e a forma corporal (medo mórbido de engordar).

Anorexia Nervosa:
Recusa a manter o peso corporal em um nível igual ou acima do mínimo normal adequado à idade e à altura.
Distorção grosseira da percepção da autoimagem corporal.
Medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo, mesmo estando com peso abaixo do normal.

É uma doença complexa, de alta mortalidade, ocorrendo desnutrição muito grave e grandes distúrbios metabólicos quando se tenta realimentar.
20% evoluem para óbito
10 a 20% vão se cronificar (melhoras e recaídas)
40% apresentam um episódio, se recuperam, sem evolução para a cronicidade.
É uma doença psiquiátrica, com um padrão emocional associada, e para o tratamento é necessário uma equipe multidisciplinar.

A Anorexia aparece mais precocemente que a bulimia: 12, 13 anos.
Já a bulimia é mais tardia: 16, 17 anos.

Bulimia Nervosa:
Bulimia significa fome de boi.
Vão ter uma compulsão alimentar e comer uma grande quantidade de calorias.
Comportamento compensatório inadequado e recorrente, com o fim de prevenir o aumento de peso: auto-indicação de vômito, laxantes, diuréticos, jejuns ou exercícios excessivos.
Tipo purgativo
Tipo sem purgação: jejum ou exercícios excessivos.

Obesidade:
É um distúrbio do metabolismo energético, onde ocorre um armazenamento excessivo de energia no tecido adiposo sob a forma de triglicérides.
É uma doença complexa, multifatorial, com sobreposição de fatores genéticos, comportamentais e ambientais
O tratamento da obesidade tem três objetivos:
-orientação alimentar
-mudança de hábitos
-otimização da atividade física

Estudos mostram em relação ao peso dos pais:
Pais com peso normal - possibilidade de 10% do filho ser obeso.
Um dos pais é obeso - possibilidade de 50% do filho ser obeso.
Ambos os pais são obesos - possibilidade de 80% do filho ser obeso.

E para finalizar a Prof° Paula passa a responsabilidade para cada um de nós, professores, que tem um papel fundamental nesse processo, para trabalhar esses temas tão importantes e, também, para identificarmos os casos que podem haver na sala de aula, na escola. Em seguida, darmos o apoio e o suporte necessários através de informação, incentivando a busca de ajuda profissional, com o objetivo que o aluno se sinta amado, acolhido, protegido.

                                     Márcia Maria dos Santos Solha
                                              Dezembro/2010

Vídeo: Transtornos alimentares
http://www.youtube.com/watch?v=JTqHGEfv53U&feature=related

(2°) Vídeo-aula 7 - Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares

2°Módulo Vídeo-aula 7: Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares








A Prof° Lilia de Souza Li falou que o crescimento é altamente variável, e é o resultado da maturação óssea da cartilagem do crescimento.
Didaticamente se divide em três fases:
-entre 1 e 3 anos (1°infância): maior crescimento pós natal e o fator mais importante para o crescimento nessa fase é uma nutrição adequada.
-entre 4 e 8 anos (2°infância): crescimento mais estável, sendo que os fatores hormonais são mais importantes nessa fase (hormônio de crescimento e tiroidiano).
-entre 9 e 17 anos (puberdade): grandes transformações físicas, emocionais e sociais. Características diferentes nos dois sexos. Além do estirão puberal, há o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. Desaceleração do crescimento.
Nos apresentou o Estadio Puberal nas meninas e nos meninos:

-O desenvolvimento puberal das meninas inicia-se entre 8 e 13 anos incompletos. O estímulo ovariano produz o estrógeno e também estimulam o hormônio de crescimento resultando no estirão puberal.
Na menina é mais precoce e ocorre no início da puberdade e é mais curto. (6 meses antes e 6 meses depois da menarca).

-O desenvolvimento puberal dos meninos inicia-se entre 9 e 14 anos incompletos, ocorrendo o aumento de produção de testosteroma pelos testículos e também vão estimular o estirão puberal.
Ocorre mais tarde que as meninas (2 anos) e resulta num estirão maior. São 13 centímetros a diferença entre meninos e meninas.

O que influencia o crescimento são : atividade física; o sono; a nutrição.
Doenças crônicas, verminoses influenciam negativamente.

E nos indicou quatro formas de acompanhar o crescimento de uma criança:
1-Gráficos de crescimento – registro do padrão de crescimento de uma população.
 Para que serve ?
-Comparar
-Identificar risco de doenças genéticas, hormonais e sobrepeso
-Identificar precocemente mudanças de canal de crescimento ou de peso.

2-Avaliando estatura e peso durante toda a fase de crescimento.
A altura é influenciada por fatores genéticos; fatores ambientais, nutrição, higiene;                     sociais, psicológicos.

3-Avaliar Índice de Massa Corporal (IMC)
Varia de acordo com a idade e sexo (diferentemente dos adultos que é igual para ambos os sexos).
Há uma redução do IMC até os 4, 6 anos, e depois começa a aumentar.
Porém, se aumentar o IMC antes dos 4 anos há o risco de obesidade na vida adulta.
Qual a importância?
-Estudos demonstram que se ocorre obesidade durante a infância há um maior risco de sobrepeso e obesidade na vida adulta.
-Há também o risco clínico de adquirir problemas cardiovasculares, incluindo dislipidemias, pressão alta e aumento de insulina na vida adulta.

4-Observar idade de início de caracteres sexuais secundários.

E nos trouxe  a informação de como podemos calcular o canal de crescimento de uma criança:
1-Para as meninas, é preciso somar as alturas dos pais e subtrair 13 e dividir por 2 ( feminiliza a altura do pai).
2-Para os meninos, é preciso somar as alturas, somar 13 e dividir por 2 (masculiniza a altura da mãe).
Essa estatura é a estatura alvo do indivíduo mais 8 cm, ou menos 8 cm (que é o desvio padrão).
O canal de crescimento estará para mais 8 cm ou para menos 8 cm da estatura alvo.
E qual o objetivo do canal de crescimento ?
-Identifica o potencial genético de crescimento da criança.
-Dará uma previsão da altura final da criança, que dependendo de fatores ambientais e outros, poderá ou não ser atingida.

E no final o Prof° Li Li Min nos fez uma indagação sobre o que os nossos alunos estão comendo no recreio; sobre a alimentação do aluno na escola.

E podemos ampliar essa reflexão, nos questionando sobre os hábitos que esses alunos estão adotando.
Se forem saudáveis (alimentação adequada; horas necessárias de sono; atividade física; lazer) resultarão num crescimento sadio, num bom desempenho escolar e, também, na promoção de saúde e na prevencão de doenças, para o momento atual e para a vida toda.


                                      Márcia Maria dos Santos Solha
                                                dezembro/2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

(2°) Vídeo-aula 6 - A Construção Psicológica dos Valores

2°Módulo - Vídeo-aula 6- A Construção Psicológica dos Valores

2°Módulo – Vídeo-aula 6: A Construção Psicológica dos Valores
Quando nós melhoramos, tudo o que fazemos adquire dimensões mais elevadas.
...Se nos transformamos, mudamos nosso entorno, agimos no mundo, assim como o mundo age em nós. Se quisermos um mundo melhor, temos de nos tornar melhores. Essa regra se aplica aos professores e a todas as pessoas, na sociedade, na família e no trabalho.”                           Marilu Martinelli

Nessa vídeo-aula o Prof°Ulisses apresenta três perguntas, sendo que a primeira pelo que já refletimos anteriormente, já sabemos a resposta.
1° É possível educar em valores ?  Como dito acima, já sabemos que sim, mas precisamos entender como se dá esse processo do ponto de vista psicológico e, é sobre isso que essa vídeo-aula tratará.

 A  2° questão é: Como se dão os processos de construção e/ou apropriação de valores ?

E a 3°: Quais valores devem as escolas ensinar ?

E o Prof°Ulisses traz a definição de valores que Piaget apresentou em 1956 em uma de suas obras e a complementou :
“Os valores referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior.
Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetos, e/ou pessoas”(até aqui – Piaget), e/ou relações, e/ou sobre si mesmo( este último trecho é de autoria do Prof°Ulisses Araujo).

E ele comenta: Os valores não são rígidos. Durante toda a nossa vida construímos valores e eles se constituem em sistemas que constituem o que é a nossa identidade e personalidade.
E nos apresenta o “posicionamento” dos valores na identidade, nos demonstrando que cada pessoa tem valores centrais e valores periféricos, que é construído desde o nascimento e que pode mudar pela vida.
Portanto, é importante dar-se conta:
Quais os valores da pessoa ?
Que ocorre um processo de construção de valores (centrais e periféricos) pela vida.
E que eles podem mudar (fluidez dos valores). Um valor central pode se tornar secundário/periférico e vice-versa. Os valores se reconfiguram.
Daí, comenta “que não procede o ditado: “Pau que nasce torto, morre torto”. Podemos mudar em qualquer idade” .

E referindo-se à 3°questão: Quais valores que a gente gostaria que a sociedade trabalhasse para que fossem centrais na identidade das crianças, adolescentes e adultos ?
Responde falando da importância da intencionalidade e que a escola, a família, a sociedade devem definir valores que considere essenciais. “Para que dessa forma determinados valores socialmente desejáveis sejam alvo da projeção de sentimentos positivos de crianças e jovens”.
E sugere a Declaração Universal dos Direitos Humanos como guia, referência.
E diz que “para isso a escola precisa ser reconfigurada, é necessário pensar em dinâmicas, métodos, técnicas, conteúdos que façam sentido para as crianças e jovens e que eles venham a gostar de se envolver com aquele trabalho, aqueles projetos, e que os valores ali presentes sejam alvo de projeções de  sentimentos positivos".
                                                                                   






                                 Márcia Maria dos Santos Solha
                                       novembro/2010                                                                                               

(2°) Vídeo-aula 5 - Educação e Ética

2°Módulo – Vídeo-aula 5: Educação e Ética
“A cortesia é o primeiro passo para a ética”
                                                                  Nélida Pinõn
“A cortesia melhora a autoestima da pessoa a quem ela foi dirigida e, dessa maneira, torna as relações sociais menos tensas”                     
...”Hoje o que entendemos como a ideia central da civilidade é justamente o respeito pelos outros. Os bons modos mostram a nosso próximo que temos estima por ele”.
                   Renato Janine Ribeiro – (Prof.de Ética e Filosofia Política da USP)

Essa segunda citação encontra-se numa reportagem da revista Veja, de 4 de novembro de 2009, intitulada “Pequeno Manual da Civilidade – as pequenas vantagens de virtudes grandemente subestimadas, analisadas por quem entende tudo do assunto, desde sempre.” E esse manual aborda as virtudes da civilidade: honra; integridade; boas maneiras; tolerância; autocontrole; respeito; honestidade; contenção verbal; pedir desculpas; decoro.
Destacarei um pequeno trecho:
“O termo civilidade vem da palavra civitas, que quer dizer cidade. Tem civilidade, portanto, aquele que sabe viver em sociedade, um sistema refinado ao longo dos tempos.”
...”Tudo o que disseram, porém, sobre a necessidade de convenções sociais para promover a boa convivência e administrar conflitos permanece de urgente contemporaneidade.”
...”Por isso emergem leis necessárias, entre as quais que os homens cumpram os pactos que celebrarem.”
E também uma citação de Piero Massimo Forni – que é mencionado como um dos maiores especialistas mundiais no estudo da civilidade:
...”O stress é causado em grande parte por relacionamentos humanos mal resolvidos. Se melhorarmos a capacidade de nos relacionar, teremos menos brigas, menos stress e, consequentemente, menos processos e pessoas doentes.”
E outra, de Roberto Romano (Prof.de Ética e Filosofia da UNICAMP):
...“ Viver em sociedade implica abrir mão de certas selvagerias para obter a proteção social que vem da vida em conjunto.”
E o texto continua:
“ Nesse contexto, a má educação, a ganância desmedida, a negligência ao outro, são todos fatores de desagregação social.”
E sobre tolerância:
“De todas as virtudes do campo da civilidade, a Tolerância é a que mais exige autoaprendizagem.”
E Bolívar Lamounier (cientista político) complementa: “ Tolerância tem a ver com comportamentos diferentes daqueles que valorizamos e pelos quais temos repugnância. Exercê-la é importante não só para a convivência social como para a sanidade mental.”

Achei importante começar o comentário dessa vídeo-aula com essas citações, que apesar de virem de uma revista a qual tenho muitas críticas, fazem parte de uma reportagem sobre um  tema importantíssimo e tratado por profissionais renomados.
Além disso, o que eu destaquei, e citei acima, está alinhado ao que a Prof° Carlota Boto trouxe nessa vídeo-aula e trabalharei o que foi exposto em 12 tópicos:
Ela inicia dizendo que abordará a ética na educação escolar, nas interações que ocorrem entre todas as pessoas ali envolvidas.
1°-Ela coloca a escolarização como uma travessia entre a família e a vida social, preparando o jovem para a vida pública.

2°-Fala sobre a liberdade e a autoridade na relação professor-aluno e que é necessário ambas. A criança é regida por regras exteriores e progressivamente vai incorporando e construindo suas próprias regras, para daí ganhar autonomia da moral. E comenta que a  ética se estabelece pelo exemplo, modelo. E também pelo que se é trabalhado, o conteúdo, pois queiramos ou não, trabalhamos com valores. E que existem valores generosos e valores perversos. E temos que ter em vista a formação do cidadão portador de direitos e deveres.

E apresenta outros aspectos:

3°-Do ponto de vista epistemológico as palavras Ética (grego/ethos) e Moral (latim/ mores) são sinônimos e significam costumes.
Na Grécia clássica, mundo da antiguidade, a ética e a política eram fontes de virtudes públicas voltadas ao bem comum , esse era o homem livre. A vida privada ficava para  2°plano.

4°-Hoje muitas vezes utilizamos:
Ética: comportamento escolhido, aquilo que supõe adesão voluntária a um conjunto de regras de ação que se considera justo.
Moral: supõe formas de agir coletivas, sociais, externas, recomendadas e elaboradas pela própria sociedade.
Do ponto de vista de significado podemos falar em ética ou moral e ambos tratam dos desafios, escolhas e relações de justiça e a necessidade de se colocar no lugar do outro.
Porém seguindo as definições acima utilizadas atualmente : A Ética supõe modos de agir em relação ao outro.

5°-É necessário construir na escola a vida digna que é semelhante a vida boa (composta da vida do bem (ação correta) e vida feliz)
Ética é hábito, é uma dimensão do conhecimento, do saber que implica a ação. Ela é sempre construída como um hábito que parte de exemplos e ações.

6°-E quanto aos casos de alunos que desafiam o professor, fala da importância da busca da excelência moral, que ao invés dos excessos e da falta, visa e pratica o meio termo, a ação sensata.

7°-Sobre os desafios da escola está o de preparar para a democracia, e isto implica lidar com a formação do comportamento que se espera na sociedade, e que tem a ver com a construção de normas coletivas, de viver de forma a não ferir o outro.

8°-Face à criança, o educador se coloca como representante de todos os adultos do mundo. E ele é a primeira grande referência e daí a responsabilidade que temos ao lidar com isso, trabalhando as novas gerações na construção desse patamar de civilidade.

9°-Trabalhar a ética com os alunos passa pelo professor discutir com eles os seus critérios. E estabelecer um acordo/contrato pedagógico onde a classe se sinta partícipe e as regras sejam elaboradas conjuntamente.

10°A escola ensina além da cultura letrada. Existe um currículo oculto voltado à formação de atitudes. E para isso é fundamental a adesão dos alunos a  uma regra considerada razoável, e não simplesmente a obediência. A autoridade não se consolida pela obediência.
Nos últimos 100 anos a infância ganhou um lugar de respeito, assim como a adolescência.

11°A família e a escola concorrem com inúmeros outros universos de formação: mídia, internet, etc...

E para finalizar a Prof° Carlota enfatiza:
12° “A relação de empatia não é uma relação óbvia, ela precisa ser construída através de atitudes de tolerância: confiança na racionalidade, na razoabilidade e no direito do outro: Respeito e Solidariedade. Somente assim poderemos estabelecer uma relação de produção de uma cultura escolar que venha a ser progressista, fraterna e que os autores tem relacionado à Ética da justiça e Ética do cuidado”.

Ser cidadão, no sentido mais pleno, supõe desenvolver atitudes, assumir padrões de comportamento e adquirir hábitos que favoreçam o bom convívio. Implica que suas ações sejam pautadas pela ética do cuidado, do zelo pelo bem comum – aquele contínuo estado de alerta, de observação cuidadosa, em relação à segurança, à dignidade e ao bem-estar do outro, que impele a agir sempre de modo a respeitá-lo e a colocar-se de seu lado e defende-lo, quando alguém não o fizer”.
                         
                      "GENTILEZA GERA GENTILEZA" José Datrino
        
                                                   Márcia Maria dos Santos Solha
                                                               Novembro/2010
          

(2°) Vídeo-aula 4 - Saúde do professor

2°Módulo - Vídeo-aula 4- Saúde do Professor

2°Módulo – Vídeo-aula 4: Saúde do Professor
A  Prof.Paula nos indaga sobre a nossa saúde e depois nos pergunta se apresentamos algum dos problemas, muito comuns em docentes: voz; postura e estresse. E a importância de cuidarmos disso de forma preventiva.
E comenta que a voz é o nosso principal instrumento de trabalho e que é preciso aprender a usar a voz na atividade docente. E a fonoaudióloga Dra Lúcia Mourão sugere:
Hidratação (água)
Falar com movimentos mais amplos
Falar com variação melódica
Respirar

   a saúde postural é outro fator muito importante e o fisioterapeuta Dr Luiz Carlos Boaventura indica:
Alongamento antes de entrar em sala de aula
Usar o quadro na altura dos nossos olhos
Postura (como se um fio estivesse puxando a cabeça e coluna)

Quanto ao estresse há três fases:
Fase de alerta
Fase de resistência
Fase de exaustão
E o ápice do estresse do professor é a Síndrome de Burnout:
Uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação à quase tudo e todos.

O estresse depende de como você lida com o que te acontece. Como você interpreta a situação e como responde à mesma (com ansiedade ou de forma adequada).
Se de maneira inadequada (pessimista/ansiosa) as situações de estresse vão se acumulando e prejudicando sua vida como um todo.
E sugere várias medidas para lidar com as pressões do dia a dia.

E depois indica ações para promover a saúde do professor, para prevenir as doenças e para se ter qualidade de vida.

E no final nos diz: “Você pode criar estratégias que venham melhorar essa saúde e ter uma relação ensino-aprendizagem muito mais adequada e muito mais facilitadora".

                                 Márcia Maria dos Santos Solha
                                         novembro/2010