terça-feira, 30 de novembro de 2010

(2°) Vídeo-aula 7 - Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares

2°Módulo Vídeo-aula 7: Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares








A Prof° Lilia de Souza Li falou que o crescimento é altamente variável, e é o resultado da maturação óssea da cartilagem do crescimento.
Didaticamente se divide em três fases:
-entre 1 e 3 anos (1°infância): maior crescimento pós natal e o fator mais importante para o crescimento nessa fase é uma nutrição adequada.
-entre 4 e 8 anos (2°infância): crescimento mais estável, sendo que os fatores hormonais são mais importantes nessa fase (hormônio de crescimento e tiroidiano).
-entre 9 e 17 anos (puberdade): grandes transformações físicas, emocionais e sociais. Características diferentes nos dois sexos. Além do estirão puberal, há o aparecimento dos caracteres sexuais secundários. Desaceleração do crescimento.
Nos apresentou o Estadio Puberal nas meninas e nos meninos:

-O desenvolvimento puberal das meninas inicia-se entre 8 e 13 anos incompletos. O estímulo ovariano produz o estrógeno e também estimulam o hormônio de crescimento resultando no estirão puberal.
Na menina é mais precoce e ocorre no início da puberdade e é mais curto. (6 meses antes e 6 meses depois da menarca).

-O desenvolvimento puberal dos meninos inicia-se entre 9 e 14 anos incompletos, ocorrendo o aumento de produção de testosteroma pelos testículos e também vão estimular o estirão puberal.
Ocorre mais tarde que as meninas (2 anos) e resulta num estirão maior. São 13 centímetros a diferença entre meninos e meninas.

O que influencia o crescimento são : atividade física; o sono; a nutrição.
Doenças crônicas, verminoses influenciam negativamente.

E nos indicou quatro formas de acompanhar o crescimento de uma criança:
1-Gráficos de crescimento – registro do padrão de crescimento de uma população.
 Para que serve ?
-Comparar
-Identificar risco de doenças genéticas, hormonais e sobrepeso
-Identificar precocemente mudanças de canal de crescimento ou de peso.

2-Avaliando estatura e peso durante toda a fase de crescimento.
A altura é influenciada por fatores genéticos; fatores ambientais, nutrição, higiene;                     sociais, psicológicos.

3-Avaliar Índice de Massa Corporal (IMC)
Varia de acordo com a idade e sexo (diferentemente dos adultos que é igual para ambos os sexos).
Há uma redução do IMC até os 4, 6 anos, e depois começa a aumentar.
Porém, se aumentar o IMC antes dos 4 anos há o risco de obesidade na vida adulta.
Qual a importância?
-Estudos demonstram que se ocorre obesidade durante a infância há um maior risco de sobrepeso e obesidade na vida adulta.
-Há também o risco clínico de adquirir problemas cardiovasculares, incluindo dislipidemias, pressão alta e aumento de insulina na vida adulta.

4-Observar idade de início de caracteres sexuais secundários.

E nos trouxe  a informação de como podemos calcular o canal de crescimento de uma criança:
1-Para as meninas, é preciso somar as alturas dos pais e subtrair 13 e dividir por 2 ( feminiliza a altura do pai).
2-Para os meninos, é preciso somar as alturas, somar 13 e dividir por 2 (masculiniza a altura da mãe).
Essa estatura é a estatura alvo do indivíduo mais 8 cm, ou menos 8 cm (que é o desvio padrão).
O canal de crescimento estará para mais 8 cm ou para menos 8 cm da estatura alvo.
E qual o objetivo do canal de crescimento ?
-Identifica o potencial genético de crescimento da criança.
-Dará uma previsão da altura final da criança, que dependendo de fatores ambientais e outros, poderá ou não ser atingida.

E no final o Prof° Li Li Min nos fez uma indagação sobre o que os nossos alunos estão comendo no recreio; sobre a alimentação do aluno na escola.

E podemos ampliar essa reflexão, nos questionando sobre os hábitos que esses alunos estão adotando.
Se forem saudáveis (alimentação adequada; horas necessárias de sono; atividade física; lazer) resultarão num crescimento sadio, num bom desempenho escolar e, também, na promoção de saúde e na prevencão de doenças, para o momento atual e para a vida toda.


                                      Márcia Maria dos Santos Solha
                                                dezembro/2010

terça-feira, 16 de novembro de 2010

(2°) Vídeo-aula 6 - A Construção Psicológica dos Valores

2°Módulo - Vídeo-aula 6- A Construção Psicológica dos Valores

2°Módulo – Vídeo-aula 6: A Construção Psicológica dos Valores
Quando nós melhoramos, tudo o que fazemos adquire dimensões mais elevadas.
...Se nos transformamos, mudamos nosso entorno, agimos no mundo, assim como o mundo age em nós. Se quisermos um mundo melhor, temos de nos tornar melhores. Essa regra se aplica aos professores e a todas as pessoas, na sociedade, na família e no trabalho.”                           Marilu Martinelli

Nessa vídeo-aula o Prof°Ulisses apresenta três perguntas, sendo que a primeira pelo que já refletimos anteriormente, já sabemos a resposta.
1° É possível educar em valores ?  Como dito acima, já sabemos que sim, mas precisamos entender como se dá esse processo do ponto de vista psicológico e, é sobre isso que essa vídeo-aula tratará.

 A  2° questão é: Como se dão os processos de construção e/ou apropriação de valores ?

E a 3°: Quais valores devem as escolas ensinar ?

E o Prof°Ulisses traz a definição de valores que Piaget apresentou em 1956 em uma de suas obras e a complementou :
“Os valores referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior.
Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetos, e/ou pessoas”(até aqui – Piaget), e/ou relações, e/ou sobre si mesmo( este último trecho é de autoria do Prof°Ulisses Araujo).

E ele comenta: Os valores não são rígidos. Durante toda a nossa vida construímos valores e eles se constituem em sistemas que constituem o que é a nossa identidade e personalidade.
E nos apresenta o “posicionamento” dos valores na identidade, nos demonstrando que cada pessoa tem valores centrais e valores periféricos, que é construído desde o nascimento e que pode mudar pela vida.
Portanto, é importante dar-se conta:
Quais os valores da pessoa ?
Que ocorre um processo de construção de valores (centrais e periféricos) pela vida.
E que eles podem mudar (fluidez dos valores). Um valor central pode se tornar secundário/periférico e vice-versa. Os valores se reconfiguram.
Daí, comenta “que não procede o ditado: “Pau que nasce torto, morre torto”. Podemos mudar em qualquer idade” .

E referindo-se à 3°questão: Quais valores que a gente gostaria que a sociedade trabalhasse para que fossem centrais na identidade das crianças, adolescentes e adultos ?
Responde falando da importância da intencionalidade e que a escola, a família, a sociedade devem definir valores que considere essenciais. “Para que dessa forma determinados valores socialmente desejáveis sejam alvo da projeção de sentimentos positivos de crianças e jovens”.
E sugere a Declaração Universal dos Direitos Humanos como guia, referência.
E diz que “para isso a escola precisa ser reconfigurada, é necessário pensar em dinâmicas, métodos, técnicas, conteúdos que façam sentido para as crianças e jovens e que eles venham a gostar de se envolver com aquele trabalho, aqueles projetos, e que os valores ali presentes sejam alvo de projeções de  sentimentos positivos".
                                                                                   






                                 Márcia Maria dos Santos Solha
                                       novembro/2010                                                                                               

(2°) Vídeo-aula 5 - Educação e Ética

2°Módulo – Vídeo-aula 5: Educação e Ética
“A cortesia é o primeiro passo para a ética”
                                                                  Nélida Pinõn
“A cortesia melhora a autoestima da pessoa a quem ela foi dirigida e, dessa maneira, torna as relações sociais menos tensas”                     
...”Hoje o que entendemos como a ideia central da civilidade é justamente o respeito pelos outros. Os bons modos mostram a nosso próximo que temos estima por ele”.
                   Renato Janine Ribeiro – (Prof.de Ética e Filosofia Política da USP)

Essa segunda citação encontra-se numa reportagem da revista Veja, de 4 de novembro de 2009, intitulada “Pequeno Manual da Civilidade – as pequenas vantagens de virtudes grandemente subestimadas, analisadas por quem entende tudo do assunto, desde sempre.” E esse manual aborda as virtudes da civilidade: honra; integridade; boas maneiras; tolerância; autocontrole; respeito; honestidade; contenção verbal; pedir desculpas; decoro.
Destacarei um pequeno trecho:
“O termo civilidade vem da palavra civitas, que quer dizer cidade. Tem civilidade, portanto, aquele que sabe viver em sociedade, um sistema refinado ao longo dos tempos.”
...”Tudo o que disseram, porém, sobre a necessidade de convenções sociais para promover a boa convivência e administrar conflitos permanece de urgente contemporaneidade.”
...”Por isso emergem leis necessárias, entre as quais que os homens cumpram os pactos que celebrarem.”
E também uma citação de Piero Massimo Forni – que é mencionado como um dos maiores especialistas mundiais no estudo da civilidade:
...”O stress é causado em grande parte por relacionamentos humanos mal resolvidos. Se melhorarmos a capacidade de nos relacionar, teremos menos brigas, menos stress e, consequentemente, menos processos e pessoas doentes.”
E outra, de Roberto Romano (Prof.de Ética e Filosofia da UNICAMP):
...“ Viver em sociedade implica abrir mão de certas selvagerias para obter a proteção social que vem da vida em conjunto.”
E o texto continua:
“ Nesse contexto, a má educação, a ganância desmedida, a negligência ao outro, são todos fatores de desagregação social.”
E sobre tolerância:
“De todas as virtudes do campo da civilidade, a Tolerância é a que mais exige autoaprendizagem.”
E Bolívar Lamounier (cientista político) complementa: “ Tolerância tem a ver com comportamentos diferentes daqueles que valorizamos e pelos quais temos repugnância. Exercê-la é importante não só para a convivência social como para a sanidade mental.”

Achei importante começar o comentário dessa vídeo-aula com essas citações, que apesar de virem de uma revista a qual tenho muitas críticas, fazem parte de uma reportagem sobre um  tema importantíssimo e tratado por profissionais renomados.
Além disso, o que eu destaquei, e citei acima, está alinhado ao que a Prof° Carlota Boto trouxe nessa vídeo-aula e trabalharei o que foi exposto em 12 tópicos:
Ela inicia dizendo que abordará a ética na educação escolar, nas interações que ocorrem entre todas as pessoas ali envolvidas.
1°-Ela coloca a escolarização como uma travessia entre a família e a vida social, preparando o jovem para a vida pública.

2°-Fala sobre a liberdade e a autoridade na relação professor-aluno e que é necessário ambas. A criança é regida por regras exteriores e progressivamente vai incorporando e construindo suas próprias regras, para daí ganhar autonomia da moral. E comenta que a  ética se estabelece pelo exemplo, modelo. E também pelo que se é trabalhado, o conteúdo, pois queiramos ou não, trabalhamos com valores. E que existem valores generosos e valores perversos. E temos que ter em vista a formação do cidadão portador de direitos e deveres.

E apresenta outros aspectos:

3°-Do ponto de vista epistemológico as palavras Ética (grego/ethos) e Moral (latim/ mores) são sinônimos e significam costumes.
Na Grécia clássica, mundo da antiguidade, a ética e a política eram fontes de virtudes públicas voltadas ao bem comum , esse era o homem livre. A vida privada ficava para  2°plano.

4°-Hoje muitas vezes utilizamos:
Ética: comportamento escolhido, aquilo que supõe adesão voluntária a um conjunto de regras de ação que se considera justo.
Moral: supõe formas de agir coletivas, sociais, externas, recomendadas e elaboradas pela própria sociedade.
Do ponto de vista de significado podemos falar em ética ou moral e ambos tratam dos desafios, escolhas e relações de justiça e a necessidade de se colocar no lugar do outro.
Porém seguindo as definições acima utilizadas atualmente : A Ética supõe modos de agir em relação ao outro.

5°-É necessário construir na escola a vida digna que é semelhante a vida boa (composta da vida do bem (ação correta) e vida feliz)
Ética é hábito, é uma dimensão do conhecimento, do saber que implica a ação. Ela é sempre construída como um hábito que parte de exemplos e ações.

6°-E quanto aos casos de alunos que desafiam o professor, fala da importância da busca da excelência moral, que ao invés dos excessos e da falta, visa e pratica o meio termo, a ação sensata.

7°-Sobre os desafios da escola está o de preparar para a democracia, e isto implica lidar com a formação do comportamento que se espera na sociedade, e que tem a ver com a construção de normas coletivas, de viver de forma a não ferir o outro.

8°-Face à criança, o educador se coloca como representante de todos os adultos do mundo. E ele é a primeira grande referência e daí a responsabilidade que temos ao lidar com isso, trabalhando as novas gerações na construção desse patamar de civilidade.

9°-Trabalhar a ética com os alunos passa pelo professor discutir com eles os seus critérios. E estabelecer um acordo/contrato pedagógico onde a classe se sinta partícipe e as regras sejam elaboradas conjuntamente.

10°A escola ensina além da cultura letrada. Existe um currículo oculto voltado à formação de atitudes. E para isso é fundamental a adesão dos alunos a  uma regra considerada razoável, e não simplesmente a obediência. A autoridade não se consolida pela obediência.
Nos últimos 100 anos a infância ganhou um lugar de respeito, assim como a adolescência.

11°A família e a escola concorrem com inúmeros outros universos de formação: mídia, internet, etc...

E para finalizar a Prof° Carlota enfatiza:
12° “A relação de empatia não é uma relação óbvia, ela precisa ser construída através de atitudes de tolerância: confiança na racionalidade, na razoabilidade e no direito do outro: Respeito e Solidariedade. Somente assim poderemos estabelecer uma relação de produção de uma cultura escolar que venha a ser progressista, fraterna e que os autores tem relacionado à Ética da justiça e Ética do cuidado”.

Ser cidadão, no sentido mais pleno, supõe desenvolver atitudes, assumir padrões de comportamento e adquirir hábitos que favoreçam o bom convívio. Implica que suas ações sejam pautadas pela ética do cuidado, do zelo pelo bem comum – aquele contínuo estado de alerta, de observação cuidadosa, em relação à segurança, à dignidade e ao bem-estar do outro, que impele a agir sempre de modo a respeitá-lo e a colocar-se de seu lado e defende-lo, quando alguém não o fizer”.
                         
                      "GENTILEZA GERA GENTILEZA" José Datrino
        
                                                   Márcia Maria dos Santos Solha
                                                               Novembro/2010
          

(2°) Vídeo-aula 4 - Saúde do professor

2°Módulo - Vídeo-aula 4- Saúde do Professor

2°Módulo – Vídeo-aula 4: Saúde do Professor
A  Prof.Paula nos indaga sobre a nossa saúde e depois nos pergunta se apresentamos algum dos problemas, muito comuns em docentes: voz; postura e estresse. E a importância de cuidarmos disso de forma preventiva.
E comenta que a voz é o nosso principal instrumento de trabalho e que é preciso aprender a usar a voz na atividade docente. E a fonoaudióloga Dra Lúcia Mourão sugere:
Hidratação (água)
Falar com movimentos mais amplos
Falar com variação melódica
Respirar

   a saúde postural é outro fator muito importante e o fisioterapeuta Dr Luiz Carlos Boaventura indica:
Alongamento antes de entrar em sala de aula
Usar o quadro na altura dos nossos olhos
Postura (como se um fio estivesse puxando a cabeça e coluna)

Quanto ao estresse há três fases:
Fase de alerta
Fase de resistência
Fase de exaustão
E o ápice do estresse do professor é a Síndrome de Burnout:
Uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação à quase tudo e todos.

O estresse depende de como você lida com o que te acontece. Como você interpreta a situação e como responde à mesma (com ansiedade ou de forma adequada).
Se de maneira inadequada (pessimista/ansiosa) as situações de estresse vão se acumulando e prejudicando sua vida como um todo.
E sugere várias medidas para lidar com as pressões do dia a dia.

E depois indica ações para promover a saúde do professor, para prevenir as doenças e para se ter qualidade de vida.

E no final nos diz: “Você pode criar estratégias que venham melhorar essa saúde e ter uma relação ensino-aprendizagem muito mais adequada e muito mais facilitadora".

                                 Márcia Maria dos Santos Solha
                                         novembro/2010


(2°) Vídeo-aula 3 - Saúde na Escola

2°módulo - Vídeo-aula 3- Saúde na Escola


2°Módulo – Vídeo-aula 3: Saúde na Escola
A OMS (Organização Mundial de Saúde) define saúde como o bem-estar físico, psicológico e social.


  Segundo Carlo Bresciani: “passamos de um sistema que procurava restaurar a doença para um sistema que põe a saúde como centro. Antes tudo girava em torno do doente a ser curado e da doença a ser combatida.
Atualmente, o foco é na prevenção (entendida como um esforço por identificar as causas, ou pelo menos reduzir os riscos); reabilitação e educação da saúde.  Saúde, dessa forma,  tende a ser um projeto de vida e, um bem e uma responsabilidade pessoal e social.
Sendo o papel da pessoa:  assumir o compromisso criativo para com sua própria saúde.”
Com isso percebendo-se como protagonista, sujeito da sua história e da história do seu tempo, e portanto agente de transformação.
O Prof.Li Li Min inicia a vídeo-aula falando da taxa de mortalidade dos brasileiros e as três principais causas são:
1°AVC
2°Doenças Coronarianas
3°Causas externas – violência

Já se formos considerar a faixa etária:
De 1 a 39 anos a principal causa de morte é externa, principalmente violência.
40, 50 anos para cima as causas são as doenças cardiovasculares. E salienta o quanto os hábitos alimentares, o consumo de álcool e o uso do tabaco influenciam nesse processo.

Ele comenta a importância de levarmos essa pauta para a sala de aula, debatendo esse assunto, para se buscar meios de melhorar a saúde e prevenir o aparecimento de doenças.
E lista os temas que serão abordados e a sua relevância para a promoção da saúde, a prevenção de doenças.
Será falado sobre:
-Crescimento, mas dessa vez sob o ponto de vista físico.
-Distúrbios Alimentares
-TDAH
-Afetividade e Sexualidade na adolescência
-Violência escolar
-Bullyng
-Drogadicção
-Mídia
-Estresse
-Depressão
E para cada um desses temas indica a participação do professor tanto para debater, informar, como para identificar os casos e saber lidar com isso, ajudando o aluno.

E para finalizar indaga a cada um de nós professores, como está a nossa saúde,  como temos cuidado dela e se já apresentamos alguns dos problemas comuns aos docentes: voz; coluna; estresse; desconforto. E conclui “professor doente não consegue levar a discussão de saúde na escola”.
Concordo plenamente, só podemos valorizar essa questão e efetivamente sensibilizar, debater com nossos alunos, se estivermos agindo da mesma forma em relação à nossa saúde.
                                  Márcia Maria dos Santos Solha
                                       novembro/2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

(2°) Vídeo-aula 2 - A escola e a construção dos valores morais


2° Módulo - Vídeo-aula 2 : A escola e a construção dos valores morais
“Os profetas não são homens ou mulheres desarrumados, desengonçados, barbudos, cabeludos, sujos, metidos em roupas andrajosas e pegando cajados.
Os profetas são aqueles ou aquelas que se molham de tal forma nas águas da sua cultura e da sua história, da cultura e da história do seu povo, dos dominados do seu povo, que conhecem o seu aqui e o seu agora e, por isso, podem prever o amanhã que eles mais do que advinham, realizam.
Eu diria aos educadores e educadoras, ai daqueles e daquelas que pararem com a sua capacidade de sonhar, de inventar, a sua coragem de denunciar e de anunciar.
Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã, o futuro, pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e agora, se atrelam a um passado de exploração e de rotina.”         Paulo Freire
O Prof° Ulisses Araujo nessa vídeo-aula fez uma síntese de um artigo seu publicado na revista Educação e Pesquisa (FEUSP) que tem como título: Escola, Democracia e a Construção de Personalidades Morais.
Nesse artigo ele diz ter feito uma pesquisa no ambiente escolar para investigar o pressuposto da teoria de Piaget (1932) de que a cooperação estabelecida entre crianças seria responsável pela construção, do ponto de vista do juízo moral, de sujeitos mais autônomos. Concluiu sua pesquisa confirmando os pressupostos, publicou em diversas oportunidades, porém como havia se  deparado com questões muito mais complexas, buscou romper com o modelo de pesquisa tradicional, recorrendo ao conceito de pensamento complexo apresentado por Edgard Morin. E se utilizando dos pressupostos de Morin, comenta: “Discorrer sobre as relações entre democracia, cidadania e educação só é possível se pensarmos de maneira complexa. Não dá para refletir sobre tais fenômenos a partir do pensamento simplificante”.
E enfatiza: “...a educação para a cidadania e para a vida em uma sociedade democrática não pode se limitar ao conhecimento das leis e regras, ou a formar pessoas que aprendam a participar de forma consciente da vida coletiva. É necessário algo mais, que é o trabalho visando a construção de personalidades morais, de cidadãos e cidadãs autônomos que buscam de maneira consciente e virtuosa a felicidade e o bem pessoal e coletivo”.
“...Trabalhar na formação desse cidadão e dessa cidadã pressupõe considerar e atuar intencionalmente sobre as diferentes dimensões constituintes da natureza humana: a sócio-cultural, a afetiva, a cognitiva e a bio-fisiológica. ...Atuar sobre elas sem, contudo, perder a dimensão de totalidade da personalidade.
Sintetizando, em minha opinião a educação democrática para a cidadania deve   voltar-se para a atuação simultânea sobre essas quatro dimensões constituintes da natureza humana, como condição para o desenvolvimento das competências necessárias para a participação efetiva na vida pública e política, tendo como objetivo a construção de personalidades morais que busquem de forma consciente e virtuosa a felicidade e o bem, pessoal e coletivo.”
“...Os conteúdos deixam de ser vistos como a “finalidade” da educação e passam a ser encarados como “meio” para se alcançar sua real finalidade: a construção de personalidades morais autônomas e críticas”.
E o Prof° Ulisses ainda ressalta: “...”O foco em minha opinião, deve centrar-se na construção do que costuma chamar-se personalidades morais, independente do nome que se dê a tal tipo de educação (educação moral, educação em valores, educação do caráter, educação em virtudes). Ou seja, o objetivo de uma formação ética deve ser o de atuar intencionalmente para que a escola propicie aos sujeitos da educação os instrumentos necessários à construção de sua competência cognitiva, afetiva, cultural e orgânica, dando-lhes condições de agir moralmente no mundo.”
“...Existem as demais instituições sociais, como a família, as amizades, a mídia, mas a escola pode ter um papel fundamental por ser a instituição socialmente criada para a formação das futuras gerações.”
Encerra o texto dizendo: “...É possível tal tipo de intervenção, mas que é necessário uma mudança de perspectiva na forma com que concebemos tanto a complexidade das relações que ocorrem dentro da escola quanto a multidimensionalidade constituinte da natureza humana.”
E para explicar: A complexidade das relações que ocorrem dentro da escola, ele identificou sete diferentes aspectos, que se interelacionam”. E que podem aumentar de número “a partir de novas experiências nos complexos processos de democratização das escolas que tem tais objetivos”.
Os aspectos identificados são: os conteúdos escolares; a metodologia das aulas; os valores; o tipo e a natureza das relações interpessoais; a autoestima; o autoconhecimento; os processos de gestão da escola. E é sobre esses aspectos que ele falará na vídeo-aula.
E para explicar a multidimensionalidade constituinte da natureza humana ele cita, como já foi abordado anteriormente, quatro dimensões: a sócio-cultural, a afetiva, a cognitiva e a bio-fisiológica. ...Atuar sobre elas sem, contudo, perder a dimensão de totalidade da personalidade.
Na vídeo-aula ele detalha cada um dos sete aspectos, dizendo que lês influenciam no cotidiano da escola e se quisermos promover efetivamente uma educação em  valores temos que estar atentos a isso.
1°-Os conteúdos escolares: Apesar de constar no Projeto Político Pedagógico de cada escola a formação do cidadão, cidadã, aonde isso de fato está presente ?
Faz-se necessário “a inserção transversal e interdisciplinar de temáticas de ética, direito humanos, inclusão social, convivência democrática, etc...”
2°-Metodologia das aulas: E apresenta três características fundamentais: a construção coletiva do conhecimento, aprendendo a trabalhar coletivamente e de forma cooperativa; o diálogo, pressupondo dois que conversam no mesmo nível; o papel ativo do estudante como protagonista do processo de conhecimento.
3°-O trabalho intencional com valores: Quais valores nós queremos que intencionalmente sejam trabalhados nos projetos?
Que os alunos construam determinados valores, por exemplo de cidadania.
E como guia de referência o Prof°Ulisses sugere que seja utilizada a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
4°-Relações interpessoais: E cita alguns “sentimentos muito fortes como: Respeito, Autoridade e Admiração.
A admiração é o sentimento que promove a identificação entre a pessoa respeitada e a que respeita.”  E enfatiza que as relações precisam ser construídas por meio do diálogo.
5°- Autoestima: E comenta: “cada ser humano constroi uma auto-imagem e que uma pessoa para ser ética precisa acreditar em si, ter essa imagem positiva e levar isso para a consciência”.
6°- Autoconhecimento: “Tomar consciência dos próprios sentimentos e emoções é essencial para a construção da ética e da democracia escolar”.
7°- Gestão da escola: É preciso que a escola reveja o seu processo de gestão escolar caso queira formar cidadãos autônomos, para isso é necessário o estabelecimento de diálogo e da democracia.
                           Márcia Maria dos Santos Solha                                 
                                   Novembro/2010

domingo, 14 de novembro de 2010

(2°) Vídeo aula 1- O Juízo Moral da Criança

2°Módulo -  Vídeo-aula 1: O Juízo Moral da Criança


“A meta da educação não é aumentar a quantidade de conhecimentos, mas sim criar as possibilidades para que uma criança invente e descubra, para criar homens capazes de fazer coisas novas.”  Jean Piaget
“Toda pessoa tem direito à educação”, como o afirma solenemente o princípio do artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, significa pois em 1° lugar: “Todo ser humano tem o direito de ser colocado durante sua formação em um meio escolar de tal ordem que lhe seja possível chegar ao ponto de elaborar, até a conclusão, os instrumentos indispensáveis de adaptação que são as operações da lógica.
A educação é, por conseguinte, não apenas uma formação, mas uma condição formadora necessária ao próprio desenvolvimento natural”.
Nessa vídeo-aula o Prof°Ulisses comenta como se dá o processo de construção de valores por parte das crianças tomando como referência a obra de Jean Piaget de 1932 sobre o assunto, que fala da importância dos jogos de regra e que parte daí  a construção da moralidade.
Na obra referida, Piaget traz como definição: “Toda moral consiste num sistema de regras, e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras”.
E devemos salientar, destacar, enfatizar dois pontos dessa definição:
A moral está vinculada às regras, portanto a moralidade humana, os valores humanos tem a ver com o cumprimento das leis, regras, normas estabelecidas pela sociedade, incluindo os acordos estabelecidos em sala de aula.
Respeito: Piaget não fala de obediência, que tem ligação com o medo de punição, mas de respeito, e que a criança , o jovem, o adulto para ser ético, moral, não basta ser obediente e sim aprender  e internalizar o respeito às regras da coletividade, da sociedade.
E Piaget nos apresenta o processo de desenvolvimento de cada ser humano: da anomia, passando para a heteronomia e alcançando depois a autonomia.
Anomia: A criança nasce num “estado” ( não é uma coisa rígida, daí o termo) de anomia. Prefixo a = ausência e sufixo nomia = regras. Esta é a característica de um recém nascido: sem regras, sem normas.
Heteronomia: Prefixo hetero = várias, significando que a criança recebe, é exposta a fontes variadas ( pai, mãe, irmão mais velho, etc...) que lhe passarão as regras.
Ela passa a saber que existem regras, normas e isto lhe é imposto através:
1°Relação de coação – medo da punição.
2°Respeito unilateral (da criança para os pais e mais velhos) – amor e medo de perder o amor do outro.
Autonomia: É a meta da educação em valores e onde se vivencia a cooperação e o respeito mútuo. Nesse estado as regras são internalizadas, se deixa de ser egocêntrico, considera o coletivo. Esse é o sujeito moral e essa é a meta que se almeja para o desenvolvimento de cada criança.
E Piaget indica o jogo de regras como o que promove, desenvolve a autonomia, pois não implica em obediência, mas em acordos compartilhados, aceitos, e também, no exercício, na vivência da cooperação, colaboração e respeito mútuo.
A redução do egocentrismo se dá paralelamente na passagem por esses estados, encontrando-se bem diminuído no estado de autonomia, e isto significa que a pessoa deixa de estar centrada nela mesma, para perceber que existem outros na sociedade.
Piaget ainda salienta que em sociedades e ou instituições autoritárias, autocráticas (família, escola) as pessoas param o desenvolvimento na fase da heteronomia. Pessoa heterônoma vai fazer o que dizem que é certo fazer e não o que internalizou como certo, não é uma pessoa que se vê e se entende como sujeito da sua história pessoal e da história do seu tempo.
Tenho perseguido um objetivo central que tem permanecido sempre o mesmo: tentar compreender e explicar em que consiste o desenvolvimento do ser vivo em sua perpétua construção de novidade e em sua adaptação progressiva à realidade”.
                                                                                 Jean Piaget
"Em Piaget podemos distinguir as linhas de uma legítima filosofia da educação voltada para a formação de "homens capazes de fazer coisas novas e não simplesmente repetir o que outras gerações tem feito", de "formar mentes que possam ser críticas, que possam verificar, e não aceitar tudo que lhes é oferecido."
                                            Márcia Maria dos Santos Solha
                                                    novembro/2010