sábado, 7 de maio de 2011

(3°) Vídeo-aula 9 - Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas





3º MÓDULO – Vídeo-aula 9: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas
“A Educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática”                                                  Paulo Freire
A Prof°Sílvia Colello  utilizou essa frase de Paulo Freire e ressaltou  que  a prática pedagógica é apenas o cume do iceberg, e que por baixo, necessariamente temos algo maior, que são os fundamentos do projeto educativo, que pode ser mais consistente, mais seguro, ou mais dúbio, mais precário.
E nos alertou do risco da prática que se esgota em si mesmo.
E disse que há duas formas de compreender o mundo (visão de mundo) que implica numa visão de homem e numa determinada prática pedagógica. Assim respectivamente:
O fixismo / O essencialismo que dá origem às teorias da Educação: Inatismo e Empirismo.
O transformismo  /  O relacionismo que dá origem ao Construtivismo ou Socioconstrutivismo.
No construtivismo  o homem é visto como um ser inteligente, ativo no processo de aprendizagem.  O conhecimento é uma construção progressiva processada pela elaboração mental a partir de experiências sociais com o objeto do conhecimento mediadas pela interação entre as pessoas. O professor organiza o ensino em função do sujeito aprendiz e atua como problematizador e desestabilizador, valendo-se dos erros como oportunidades pedagógicas. E as práticas pedagógicas são voltadas para a ampliação das possibilidades de mediação e de conhecimento respeitando o tempo de aprendizagem, aproximando a escola e a vida por meio de projetos, resolução de problemas e práticas de pesquisa.
E terminou dizendo que mais do que apresentar os modelos, é importante mostrar a convicção política/pedagógica de quem se pauta numa forma de compreender o mundo, o homem e o papel do educador. Isso deve nos fazer repensar as nossas práticas de ensino e a nossa relação professor-aluno.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 8 - Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial


3º MÓDULO – Vídeo-aula 8: Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial
A Prof° Kátia Amorim comenta que o processo de inclusão não é recente , não é uma imposição, mas sim uma reivindicação de uma população imensa que, há anos , há décadas, há séculos, vem reivindicando uma posição, um direito à educação.
Fez uma retrospectiva histórica  no Brasil e no mundo apresentando os avanços que se foram ocorrendo na Educação e na Educação Especial, culminando com a Declaração de Salamanca (ONU/UNESCO – Espanha 1994) que coloca a equalização de oportunidades para pessoas com deficiência.
Essa Declaração determina que a Escola seja para todos (crianças, jovens, adultos, incluindo pessoas com necessidades especiais), independente de suas diferenças ou dificuldades individuais.
E fala do que muda com a Declaração de Salamanca: “a Declaração não propõe um reforma técnica, mas uma busca de compromisso e disposição pela mudança de paradigma na educação, no exercício dos Direitos Humanos. E isso leva o Brasil a uma série de resoluções, diretrizes, construção de políticas para pessoas com necessidades especiais.”
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 7 - Crianças e jovens com necessidades especiais na escola - dialética da inclusão/exclusão



3º MÓDULO – Vídeo-aula 7: – Crianças e jovens com necessidades especiais na escola – dialética da inclusão/exclusão
A Prof° Kátia Amorim inicia falando que o processo de inclusão é controverso, tenso, com muitas contradições. E apresentou quatro perspectivas diferentes que nem sempre estão em sintonia entre si:
-O ponto de vista dos familiares
-O ponto de vista da coordenação/direção da Escola
-O ponto de vista do professor
-O ponto de vista do aluno com necessidades  especiais
E constata que a inserção dos alunos nas classes regulares, por si só não garantem, uma prática inclusiva de Ensino.Está incluída, mas de uma maneira excludente. Passa do visível ao invisível. Passa de fora da escola, de uma exclusão escolar, para dentro da escola, só que de uma maneira excludente.
E menciona: Situação triste , a criança entrou na Escola, faz parte do contexto escolar, no entanto está excluída dentro da Escola. E é o que temos visto de um modo geral nas falas e nas vivências de uma série de professores, familiares e crianças.
Essas crianças vão sendo desaparecidas no meio das outras, misturadas, homogeneizadas, perdendo suas especificidades, suas necessidades particulares, que teriam que estar sendo atendidas para elas terem uma permanência na Escola.
Estudos mostram que os professores têm dificuldades para lidar com a criança com necessidades educativas especiais. Por se dizer: não preparado; por ter preconceitos; por se dizer desamparado, desmotivado por não saber como fazer a criança avançar em termos da aprendizagem. Dessa forma acaba se dirigindo menos à elas ou  acaba vendo a deficiência ,que é uma parte da vida da criança, como o todo,  e essa criança passa a ser vista como inteiramente, integralmente  deficiente não sendo  lhe é dado, sequer, voz.
E acrescenta: “isso é uma situação de contraste e conflito:
Momento histórico da realidade brasileira x “Inclusão Perversa” ou “Dialética inclusão/exclusão”.
E finaliza indagando: “como é que esse processo está se dando ? É preciso pensar os vários elementos:
Professor - está sendo reflexo de quem ?
Escola - responde a que, para agir de maneira excludente em relação às crianças ?


Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 6 - O professor e a diversidade cultural na sala de aula


3º MÓDULO – Vídeo-aula 6: O professor e a diversidade cultural na sala de aula

A Prof° Rosa Iavelberg ressaltou que “ensinar sobre a diversidade cultural é respeitar o direito dos povos de manifestar, documentar e preservar sua cultura.
As culturas são diversas e estão em mudança permanente.
Refletem os diferentes contextos históricos e sociais.”
E cita F. Graeme Chalmers que reforça o que foi dito :
“Ênfase nas relações humanas como cooperação e respeito mútuo; nas relações indivíduo – grupo em diferentes culturas; na promoção do pluralismo e na diversidade cultural e na equidade social.”
Através das aulas é possibilitado ao aluno expressar a sua poética pessoal.
É também importante estudar o sistema simbólico do lugar, expresso nas lendas, mitos, festas, contos, música, arquitetura, costumes.
E comenta que “o estudo das culturas locais recuperam o gosto do aluno por frequentar a escola, porque dizem respeito direto à identidade dos estudantes, sua história, memória e universo de experiência.”
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011

(3°) Vídeo-aula 5 - O papel do professor na mediação cultural





3º MÓDULO – Vídeo-aula 5: O papel do professor na mediação cultural
A Prof° Rosa Iavelberg enfatizou que é importante aproximar os alunos dos agentes culturais (que trabalham com a cultura) e também dos artistas que produzem arte.
“A  arte promove a auto estima do aprendiz porque possibilita a expressão de cada um, construída com base em saber fazer, saber interpretar e valorizar arte de modo autoral em um contexto de aprendizagem compartilhada”.
E ainda nos disse que a formação cultural mediada pelo professor promove  a integração social, fala de perto ao estudante, anima-o a frequentar a escola porque pode manifestar-se e compartilhar suas experiências com os pares e apresenta-las à comunidade escolar ou compartilhá-las em redes sociais.
A arte inclui a pessoa do aprendiz, suas características culturais e promove um poder de transformação da própria condição e do lugar que habita (local de origem / planeta).
É transformador e construtor da identidade do estudante.
Para tanto, o professor tem que investir na sua formação, ser freqüentador do mundo da arte e ser alguém que se expressa através de práticas artísticas.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio 2011


(3°) Vídeo-aula 4 - Ética e Saúde na Escola


3º MÓDULO – Vídeo-aula 4: Ética e Saúde na Escola
“Mais do que ensinar a ler, escrever, explicar matemática e outras matérias é preciso ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma do educando. Do mesmo jeito, mais que avaliar provas e dar notas, é importante ensinar com amor, mostrando que sempre é possível fazer a diferença”   Gandhi
A Prof° Lúcia Tinós nos perguntou:
O que significa para você receber a notícia de que irá trabalhar com um aluno com necessidades especiais ?
Qual é o seu “olhar” para esse termo e aluno ?
Quais seriam as necessidades dele e o que você precisa ter para trabalhar com ele ?
E definiu a terminologia Necessidades Educativas Especiais (NEE):
“Um aluno tem necessidades educativas especiais quando, comparativamente com os alunos da sua idade, apresenta dificuldades significativamente maiores para aprender ou tem algum problema de ordem física, sensorial, intelectual, emocional ou social, ou uma combinação destas problemáticas”. (Relatório WarnocK, 1978)
A partir da Conferência Mundial de Educação Especial em Salamanca (1994), o Brasil começou a assumir e adotar essa terminologia, inclusive na sua legislação.
E disse: “faremos um recorte , afunilando em determinados grupos:  Portanto quando mencionamos a terminologia estaremos falando de crianças e jovens com deficiência, transtorno e alguns quadros que demandam necessidades educacionais especiais”
E finalizou dizendo que é importante conhecer a terminologia para se instrumentalizar e atuar pedagogicamente. O risco é que isso pode ser estigmatizante reduzindo uma pessoa com deficiência, e também com múltiplas competências, a uma pessoa deficiente. E que é preciso olhar para o que ela é capaz .
E nos alertou: “O aluno não é só seu, mas da Escola, daí é fundamental trabalhar coletivamente”.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio/2011

(3°) Vídeo-aula 3 - Ética e Valores na ação educativa


3º MÓDULO – Vídeo-aula 3: Ética e Valores na ação educativa

“Na verdade, meus amigos, não é o discurso que diz que a prática é válida; mas é a prática que diz se o discurso é válido ou não é.”    Paulo Freire

A Prof° Kátia Amorim abordou a história da Escola passando pela três revoluções educacionais, já  apresentadas e registradas nesse blog no 1°módulo, vídeo-aula 1.
E por essa história fica patente a mudança que estamos vivendo:
ANTES                                         X                                 ATUAL
Camada social restrita  X  Diversas camadas sociais
Homogeneização  X  Diversidade
Legitimação da exclusão  X  Legitimação do direito
Naturalização cultural: quem cabe ir à escola e como ensinar  X Como desnaturalizar ?
E nos colocou uma questão:
Como fazer quando a Educação implica em novas e não conhecidas bases, em desconhecidos recursos e tecnologias ? Como é ser professor nessas condições ?
E falou que estamos diante de um novo paradigma e que a bagagem do professor pode estar em sintonia ou se contrapor às perspectivas da Educação. Portanto, como atuar se carregamos concepções sociais que implicam na dificuldade de conviver com o diferente ? O conflito é inerente, como lidar com ele ?
E nos trouxe  uma frase de José Sérgio Carvalho: “Ensinamos mais pelas nossas ações e exemplos. As ações são as que dão o ser ao pregador”.
Como lidar, conviver e ensinar aqueles que  a sociedade tradicionalmente considerou como devendo ser excluídos da escola ? Integrar pessoas que se sentem alijadas ?
E disse que a proposta desse curso, e que é um desafio para os professores, é desenvolver um trabalho intencional com valores junto aos alunos de classe regular e junto aos alunos com necessidades educativas especiais : ética, cidadania, respeito, respeito à diversidade e à diferença. Percebendo a Educação como instância para se evitar práticas intolerantes e aumentar o respeito e a solidariedade.
E mencionou o risco da inclusão perversa ou dialética da inclusão/exclusão
E encerrou trazendo a reflexão:
O que pode ser feito ?
-Colocar-se no lugar do outro.
-Assumir os limites do próprio fazer.
-Conhecer a si mesmo e o processo da criança e sua história.
-Fazer parcerias para discutir e fazer.
Márcia Maria dos Santos Solha
Maio/2011